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Fed mantém inalterado plano de estímulos à economia

A Reserva Federal norte-americana voltou a deixar os juros em níveis em torno do zero e não alterou o seu plano de estímulos à economia através da compra de obrigações.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Dezembro de 2010 às 19:45
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A compra de obrigações “promoverá um ritmo mais forte da retoma económica” e manterá os preços estáveis “ao longo do tempo”, referiu o Comité do Open Market da Fed (FOMC) num comunicado divulgado hoje em Washington.

O banco central norte-americano chamou também a atenção para o facto de o desemprego estar “demasiado alto”, reiterando o seu compromisso de manter a sua taxa directora num baixo nível durante um “período alargado”.

Segundo a estimativa média dos economistas inquiridos pela Bloomberg, é provável que a Fed espere até ao primeiro trimestre de 2012 para voltar a subir juros – que se mantêm nos actuais níveis há já dois anos.

A Reserva Federal manteve, assim, a sua taxa directora num intervalo compreendido entre 0 e 0,25%, o que já acontece desde Dezembro de 2008.

O presidente da Fed, Ben Bernanke, tem enfrentado fortes críticas à política monetária seguida pela entidade que representa. A Reserva Federal é acusada de manter iniciativas de apoio ao crescimento que têm demorado a reduzir a taxa de desemprego, que se mantém em torno de máximos de 26 anos.

“A retoma económica tem prosseguido, mas a um ritmo que não tem sido suficiente para baixar o desemprego”, diz o comunicado de hoje da Fed. “O consumo das famílias está a aumentar a um ritmo moderado, mas continua a ser restringido pelo elevado desemprego, modesto crescimento dos salários, menor saúde do mercado imobiliário e aperto na concessão de crédito”, salienta o banco central norte-americano.

Entretanto, o pacote de estímulos adicionais no valor de 600 mil milhões de dólares – anunciado no mês passado e destinado à compra de obrigações - ficou inalterado.

No início deste mês, Ben Bernanke declarou que a economia dos Estados Unidos estava a ter dificuldades para se expandir a um ritmo sustentável e que era possível que a Fed pudesse alargar o programa de compra de obrigações além dos 600 mil milhões de dólares directos anunciados no início de Novembro, de modo a impulsionar o crescimento no país. Tratou-se da segunda ronda de “quantitative easing”, denominada de QE2.

Recorde-se que estes estímulos vieram juntar-se ao programa já existente de compra de Obrigações do Tesouro e de dívida hipotecária.

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