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FED mantém taxa de juro dos EUA nos 1,75% (act)

A Reserva Federal norte-americana deixou hoje inalterada a taxa de juro dos Estados Unidos nos 1,75%, terminando um ciclo de 11 cortes consecutivos, devido aos sinais de recuperação da maior economia do mundo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 30 de Janeiro de 2002 às 19:59
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(actualiza para dar conta que FED não afasta novo corte nos juros)

A Reserva Federal norte-americana deixou hoje inalterada a taxa de juro dos Estados Unidos nos 1,75%, terminando um ciclo de 11 cortes consecutivos, devido aos sinais de recuperação da maior economia do mundo.

Hoje o Governo norte-americano anunciou que a economia expandiu-se ao ritmo anual de 0,2% no quarto trimestre de 2001, superando as expectativas dos analistas, que aguardavam uma quebra de 1,1%.

A decisão de manter as taxas de juro nos 1,75%, o nível mais baixo desde Julho de 1961, era já aguardada pelos analistas e pelo mercado em geral.

No entanto a FED não afastou a possibilidade de existem novos cortes no custo do dinheiro no curto prazo, afirmando que a economia ainda enfrenta riscos.

«Sinais que a fraqueza na procura está a diminuir e que a actividade económica começa a ficar firme tornaram-se mais certos», refere a FED no comunicado onde anunciou a decisão de manter as taxas.

No entanto a FED alerta que o «grau da força no investimento de capital e no mercado da habitação permanecem incertos», refere o documento.

Para combater a recessão nos Estados Unidos, que começou em Março do ano passado, a FED baixou as taxas de juro em 4,25 pontos percentuais desde o inicio de 2001, num total de 11 cortes.

Alan Greenspan, que adoptou a estratégia de corte de juros mais agressiva desde que comanda a FED, disse recentemente que a economia norte-americana começou a dar sinais de recuperação.

O índice de confiança dos consumidores norte-americanos aumentou em Janeiro para o valor mais elevado dos últimos cinco anos.

«Com as forças que impediram o crescimento da economia a diminuírem, com as perspectivas de longo prazo de crescimento da produtividade a permanecerem favoráveis, a perspectiva de uma recuperação económica é agora mais promissora», conclui a FED.

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