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Fed sobe juros para 4,5% e sugere novos aumentos (act)

A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu hoje, tal como esperado, subir as taxas de juro da maior economia do mundo para 4,5%. No último dia de Alan Greenspan como líder do banco central, a Fed efectuou o 14º aumento consecutivo no preço do dinheiro,

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 31 de Janeiro de 2006 às 19:50
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A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu hoje, tal como esperado, subir as taxas de juro da maior economia do mundo para 4,5%, o valor mais elevado desde Maio de 2001. No último dia de Alan Greenspan como líder do banco central, a Fed efectuou o 14º aumento consecutivo no preço do dinheiro, na série de subidas mais longa dos últimos 25 anos, e sugeriu que novos aumentos podem ocorrer no futuro.

Alan Greenspan, que esteve 18 anos e meio a comandar a política monetária da maior economia do mundo, cede hoje o seu lugar a Ben Bernanke, que assume os destinos da Fed com um nível de juros considerado neutral para a economia.

Mas, a avaliar pelo comunicado emitido pela Fed após a decisão de hoje, deverão ser necessários novos aumentos. Isto apesar de ter deixado cair o comentário de que os juros vão continuar a subir a um ritmo «moderado», tal como constava em todos os comunicados posteriores ás últimas 13 reuniões.

No emitido hoje, a Fed diz que «novo aperto na política monetária poderá ser necessário, para manter equilibrados os riscos da estabilidade dos preços e do crescimento económico».

Assim, as expectativas do mercado continuam a apontar para que na próxima reunião, de 28 de Março, ocorra novo agravamento no preço do dinheiro, para 4,75%. Ainda assim, a Fed afirma que «a actividade económica parece sólida» e que «as expectativas sobre a inflação delongo prazo parecem contidas».

Cumprindo o legado de mais de 18 anos privilegiando o crescimento económico e o controlo das pressões inflacionistas, a parte final do mandato de Greenspan foi marcada pelo combate à subida dos preços, originado com a escalada do petróleo. Mas a partir de amanhã será Bernanke, também acérrimo defensor da estabilidade dos preços, a mandar na evolução das taxas de juro.

Em reacção à decisão da Fed, as bolsas norte-americanas agravaram a tendência de queda e o euro seguia em alta ligeira, negociando acima dos 1,21 dólares.

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