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Fed sobe juros pela quinta vez em seis meses (act)

A Reserva Federal dos Estados Unidos subiu hoje as taxas de juro nos Estados Unidos para 2,25%, no quinto aumento dos últimos seis meses, e manteve a «promessa» de aumentar o preço do dinheiro a um ritmo «moderado». Os juros nos EUA estão, pela primeira v

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Dezembro de 2004 às 19:45
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A Reserva Federal dos Estados Unidos subiu hoje as taxas de juro nos Estados Unidos para 2,25%, no quinto aumento dos últimos seis meses, e manteve a «promessa» de aumentar o preço do dinheiro a um ritmo «moderado». Os juros nos EUA estão, pela primeira vez desde Abril de 2001, acima do registado na Zona Euro.

A subida era já antecipada pela generalidade dos analistas, que centravam as atenções no discurso que a autoridade monetária dos Estados iria proferir. Mas também aqui não aconteceram novidades, pois a Fed continua a acreditar que «a actual política acomodatícia pode ser removida a um ritmo moderado».

Quer isto dizer que a Fed considera que o actual nível das taxas de juro é ainda impulsionador para a economia, e com esta a dar sinais de crescimento e devido aos receios de pressões inflacionistas, deverá voltar a subir os juros nas próximas reuniões em 2005.

Desde Junho, quando os juros estavam num mínimo de quase 50 anos em 1%, que a entidade liderada por Alan Greenspan subiu os juros em 25 pontos base em todas as reuniões e, a maioria dos economistas espera nova subida, na mesma dimensão, em 2 de Fevereiro.

O mercado interpreta o actual discurso da Fed - «measured pace» - com uma subida de 0,25 pontos percentuais por reunião. O objectivo da Reserva Federal será subir os juros para um nível que não retraia o crescimento económico, mas consiga combater as pressões inflacionistas. Os economistas acreditam que este nível neutral nas Fed Funds oscila entre os 3 e 5%.

No comunicado de hoje a Fed disse que «as condições do mercado de trabalho continuam a melhorar gradualmente» e que «a as expectativas para a inflação permanecem bem contidas».

No mercado cambial o euro seguia praticamente inalterado face à moeda americana, a valer 1,3310 dólares.

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