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Félix Ribeiro defende o perdão da dívida detida pelas agências europeias

Um planador disfarçado de avião. Assim é o projecto do Euro, segundo o economista Félix Ribeiro que diz que Portugal deve ter coragem para dizer não a uma trajectória para a qual foi conduzido.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 08 de Outubro de 2013 às 15:11
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O economista Félix Ribeiro defende um perdão da dívida pública portuguesa por parte das instituições europeias. E porquê? Porque, no fundo, Portugal chegou ao ponto onde chegou por orientações da Europa e nomeadamente da Alemanha.

 

“Não ponho em causa o pagar a dívida a actores privados, agora nós estamos a acumular a nossa dívida pública em resultado de um erro de concepção que foi lançar um planador disfarçado de avião. A moeda única foi lançada desta maneira não por falta de inteligência mas porque os alemães se defenderam”, afirmou Félix Ribeiro esta terça-feira de manhã no 5º Congresso Nacional da Ordem dos Economistas, a decorrer no Centro Cultural de Belém. Mais tarde o economista viria mesmo a afirmar que defende “o perdão da dívida pública detida por agências europeias”.

 

Para Félix Ribeiro, “nós [portugueses] estamos a ser objecto de uma austeridade que não se justifica”. “Nós estamos a fazer um serviço à sobrevivência do euro que alguém tem de pagar e não são os mercados”, acrescentou. Basicamente, referiu o economista, países como Portugal e outros intervencionados são “a barriga do avião sobre a qual os mercados disparam”. “Poupámos o ataque ao centro do euro. E o centro do euro continua a dizer: continuem a ter esse papel protector. Continuem a ser os sacos de areia., tomem lá dinheiro e continuem a endividar-se. E esta situação é insustentável!”.

 

Portugal enquanto o país pequeno “se não tem coragem de dizer que não num certo momento a uma trajectória, vai ser triturado completamente”. O grande problema, explicou, “é que não temos um Governo. Temos um conjunto de pessoas agarrado a um manual de instruções”.

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