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Fenprof admite prolongar greve às avaliações com o acordo de todos os sindicatos

A Fenprof admitiu hoje prolongar a greve às avaliações e entregar sexta-feira novos pré-avisos para entre 18 e 21 de Junho, desde que haja acordo entre todos os sindicatos.

Lusa 06 de Junho de 2013 às 22:10
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O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, falava aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário de Estado da Administração Escolar, Casanova de Almeida, e com o Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, que hoje decorreu nas instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, para negociar as novas regras aplicáveis à função pública.

 

Mário Nogueira criticou o Ministério por ter apenas para apresentar ao final do dia um documento que apenas alterava "um 'em' na primeira página e uma linha na segunda página', admitindo que, apesar de não ter grandes expectativas de melhoria da proposta, esperava que o MEC tivesse ido mais longe.

 

"Se os professores lá fora não convencerem os governantes cá dentro a mudarem mais do que o 'em' nesta primeira página, pois é muito provável que no dia 18, 19, 20 e 21 continue a haver greve. Isso avaliaremos quinta-feira com as outras organizações. Os prazos legais para a entrega de pré-avisos de greve a partir de dia 18 terminam amanhã [hoje]", declarou Mário Nogueira.

 

O dirigente sindical disse que esperava que o Governo "fosse um bocadinho mais longe na proposta" e que agora vão avaliar se vale a pena pedir a negociação suplementar: "Admitimos que sim, mas, se calhar, se for para vir para cá pôr mais uma vírgula, talvez não valha a pena".

 

Nogueira revelou ainda que a proposta de adiar a passagem dos docentes à mobilidade especial até 2015 não foi discutida com a Fenprof, apesar de ter sido apresentada à FNE na reunião de quinta-feira. "Connosco não falaram nada sobre 2015. Esta ronda negocial foi para pôr um 'em' na primeira página e uma alínea na segunda página. Diria quase que foi para apelar aos professores para que fizessem greve amanhã", declarou.

 

A determinação de serviços mínimos, ainda em avaliação pelo colégio arbitral, não foi discutida na reunião, mas Mário Nogueira voltou a afirmar-se convicto de que não serão decretados.

 

Os professores têm uma greve marcada ao serviço de avaliações a 07, 11, 12, 13 e 14 de Junho e aos exames a 17 de Junho.

 

O receio de que o regime de mobilidade especial os leve ao desemprego e o aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais são os principais pontos de discórdia.

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