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Fenprof aponta para adesão de 90% à greve

O secretário-geral da Fenprof disse esta segunda-feira que a adesão à greve de professores deve rondar os 90% e que há escolas onde os alunos não estão a realizar os exames.

Lusa 17 de Junho de 2013 às 10:15
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Pouco antes da hora marcada – 09h30 - para o início do exame nacional de Português do 12º ano, Mário Nogueira apresentou alguns dados de escolas onde, hoje de manhã, muitos alunos não vão realizar a prova, considerando que a percentagem de adesão à greve "deve andar à volta dos 90%".

 

O sindicalista exemplificou com os casos das escolas de "Aljustrel, Alpiarça e Olhão, no agrupamento de Seia, onde não há exame nenhum, e a Escola Secundária da Quinta das Flores, Coimbra, onde, das 14 salas, em apenas três se realizaram os exames".

 

Os 90% de adesão à greve previstos por Mário Nogueira não significam que 90% dos alunos não tenham realizado os exames, uma vez que foram convocados outros professores (que não estavam destacados para vigiar os exames) e encontradas soluções alternativas pelas escolas.

 

O secretário-geral da Fenprof classificou como "uma vergonha" a solução escolhida na escola secundária de Cinfães, [em Viseu] onde houve alunos que realizaram as provas em cantinas, ou o caso "caricato" de uma outra escola, "onde foram convocados 300 professores para apenas um aluno realizar o exame".

 

Mário Nogueira sublinhou que a responsabilidade desta situação, que faz com que alguns alunos realizem o exame e outros não, é do Ministério da Educação, "que não quis acautelar a equidade".

 

A guerra e troca de acusações entre ministério e sindicatos sobre a possibilidade de adiar o exame para outro dia continua hoje, dia em que a Fenprof "entregou de manhã um ofício ao ministério a exigir gravações do processo negocial".

 

À porta da escola secundária Luís de Camões, em Lisboa, onde cerca de 400 dos 500 alunos não realizaram o exame, Mário Nogueira sublinhou, em declarações aos jornalistas, que "o objectivo da greve de hoje é negociar": "Não estamos aqui para exigir a demissão do ministro, mas para negociar".

 

Às 09h30 de hoje, Mário Nogueira falou com cerca de uma centena de alunos que estavam à porta do Liceu Camões, num discurso que recebeu fortes aplausos dos estudantes ali concentrados.

 

À margem dessa concentração, a aluna Mariana Barriga disse à Lusa estar um pouco desiludida por não ter conseguido realizar a prova, considerando-se em desvantagem em relação aos alunos que estão hoje a fazer a prova de Português.

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