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Ferreira Leite quer moderação salarial «muito acentuada» em 2004

O próximo ano terá de continuar a ser de «moderação salarial muito acentuada», com os aumentos dos salários da função pública a aproximarem-se da inflação prevista de 2%, disse ontem Manuela Ferreira Leite.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Novembro de 2003 às 12:05
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O próximo ano terá de continuar a ser de «moderação salarial muito acentuada», com os aumentos dos salários da função pública a aproximarem-se da inflação prevista de 2%, disse ontem Manuela Ferreira Leite.

No programa «Grande Entrevista» da RTP1, emitido ontem à noite, a ministra das Finanças afirmou que 2004 vai continuar a ser um ano de moderação salarial muito acentuada», mas admitiu a hipótese de os aumentos ficarem próximos da inflação.

Ferreira Leite não quis adiantar muitos pormenores sobre os aumentos para a Função Pública, pois estes vão ser alvos de discussão em sede de Concertação Social, em Janeiro.

«Se não tivermos política de moderação social teremos mais desemprego», pois a nossa economia tem um problema de competitividade, explicou Ferreira Leite.

No ano passado o Governo congelou os aumentos salariais para os funcionários que auferissem mais de mil euros por mês.

A ministra das Finanças admitiu o aumento do desemprego ao longo de 2004, ficando perto de 6,5%, pois a recuperação de empregos ocorre após o crescimento da economia, que Ferreira Leite prevê ocorrer no próximo ano.

«Neste trimestre dá sinais de recuperação e 2004 já será de crescimento», disse a governante. O PIB nacional deverá recuar até 1% este ano, mas as previsões do Executivo apontam para uma subida de até 1,5% no próximo ano.

Ferreira Leite recusou a ideia de que é a actual politica orçamental a responsável pela actual situação económica e voltou a revelar que esta é apoiada por vários economistas e pelo Governador do Banco de Portugal.

A ministra recusou também a ideia que os portugueses estão a perder poder de compra, afirmando que o que existe é uma necessidade de reduzir as dívidas, saudável para os consumidores e para o país, que têm elevados níveis de endividamento.

Sobre as pensões mínimas, a ministra reiterou o compromisso do Governo de as equiparar ao salário mínimo em 2006, afirmando no entanto que «temos níveis de pensões que nos devem envergonhar a todos».

O Governo decidiu aumentar as pensões mínimas em 4% no próximo mês de Dezembro, efectuando nova subida de 2% em meados de 2004. Ferreira Leite não quis avançar com um valor para o aumento do salário mínimo nacional em 2004.

A ministra falou ainda sobre o sigilo bancário, rejeitando a ideia de um levantamento do sigilo bancário discricionário, pois levaria à fuga de capitais do nosso país. Ferreira Leite é a favor do levantamento do sigilo bancário apenas nos casos de suspeita de irregularidades, tal como a lei já o permite.

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