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Finanças congratulam-se com decisão da S&P de manter rating e perspectiva estável

O Ministério das Finanças congratulou-se com a decisão da agência Standard & Poor's (S&P) de manter o rating em 'BB+', ou 'lixo' e a perspectiva da República Portuguesa estável.

Miguel Baltazar
Negócios com Lusa 16 de Setembro de 2016 às 19:15

"Apraz-nos registar o aumento de confiança da agência na consolidação orçamental, complementado por uma melhoria no perfil de maturidades da dívida pública e por uma manutenção dos custos de financiamento a níveis sustentáveis", refere o gabinete de Mário Centeno em comunicado.

 

A decisão da S&P, segundo a tutela, é "um estímulo à prossecução do caminho de rigor e de reforma, que tem vindo a ser seguido pelo Governo".

 

Sobre os riscos para os quais alerta a S&P, segundo o gabinete de Centeno, estes advêm principalmente da componente externa. "Em resposta a estes desafios, as empresas estão a adaptar as suas estratégias de diversificação de mercados para mitigar riscos exógenos à economia portuguesa. Por seu lado, o Governo está determinado na estabilização do sector financeiro e na implementação dos programas de apoio à capitalização, modernização e internacionalização das empresas portuguesas", refere.

 

O Ministério das Finanças lembra estar em curso a preparação do Orçamento do Estado para 2017, que respeitando os compromissos do Estado com credores e instituições internacionais, "favorecerá o crescimento económico e a criação de emprego, contribuindo para um aumento da confiança na economia portuguesa".

 

A Standard & Poor’s decidiu esta sexta-feira, 16 de Setembro, manter a classificação da dívida soberana de longo prazo de Portugal em "BB+", ou seja, no primeiro nível de "lixo" – tendo esta denominação por recair numa categoria de investimento especulativo.

 

A agência também não mexeu na perspectiva ("outlook") para a evolução da classificação de Portugal, que continua a ser "estável".

No seu relatório, a S&P diz estimar que o crescimento real do PIB de Portugal ronde 1,2% em 2016 e antecipa que o défice este ano corresponda a 2,8% do PIB, contra 3,2% em 2015.

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