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Fitch corta "rating" de Espanha e Itália em dois níveis (act)

Uma vez mais a uma sexta-feira e antes de uma importante cimeira europeia, a Zona Euro sofre um novo abalo por parte das agências de "rating". A Fitch cortou cinco países do euro, incluindo Espanha e Itália.

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A Fitch Ratings cortou a notação financeira de cinco países da Zona Euro, incluindo Itália e Espanha, que sofreram ambos uma descida de dois níveis.

O “rating” de Itália passou de A+ para A- e a notação de Espanha caiu de AA- para A.

Os outros países afectados foram Bélgica, Chipre e Eslovénia. A Irlanda foi mantida em BBB+, ou seja, acima de “lixo”.

O “outlook” de todos eles permanece negativo, sendo que a Fitch atribuiu uma probabilidade de 50% ao cenário de ocorrer novo corte no espaço de dois anos.

A Fitch tinha colocado sob revisão o “rating” da dívida destes seis países do euro a 16 de Dezembro e recentemente tinha sinalizado que iria proceder a um corte na notação financeira. Hoje concretizou a ameaça, optando por manter apenas o “rating” da Irlanda.

Em comunicado, a Fitch salienta que o corte de “rating”, hoje aplicado, reflecte “a deterioração acentuada na perspectiva económica”, bem como as iniciativas de cada um dos países em responder aos desequilíbrios orçamentais e macro-económicos e à intervenção do BCE com a compra de dívida soberana.

Apesar destas respostas dos Governos e BCE, a Fitch considera que a “intensificação da crise de dívida soberana na Zona Euro na parte final do ano passado ameaçou a eficácia da política monetária do BCE e evidenciou os riscos financeiros que enfrentam os Governos dos países da Zona Euro”. Neste contexto, a agência destaca a ausência de um reforço do poder de fogo dos fundos de resgate do euro.

Tal como fez a S&P para nove países do euro, há duas semanas, o corte hoje anunciado pela Fitch foi conhecido a uma sexta-feira. Os líderes europeus têm criticado sobretudo os “timings” das agências de “rating”, sendo que o movimento de hoje deverá também ser criticado, já que aconteceu na véspera da cimeira europeia que inicia segunda-feira.

Sobre a resposta da Europa à crise, a Fitch diz hoje que “reconhece o compromisso significativo alcançado na cimeira de 9 e 10 de Dezembro, bem como reuniões anteriores, para melhorar a coordenação da política económica na resposta à crise, bem como para prevenir a ocorrência de mais desequilíbrios, que marcaram a Zona Euro na última década”.

“A crise da Zona Euro só será resolvida quando ocorrer uma recuperação económica alargada na Zona Euro”, diz a Fitch, reconhecendo que serão também necessárias “mais reformas no modelo de governação da Zona Euro, para assegurar a estabilidade económica e financeira, incluindo uma maior integração orçamental”.

A Fitch considera que uma divisão da Zona Euro “não pode ser descartada totalmente”, embora a agência continue a assinalar que considera “pequena” a probabilidade de tal vir a ocorrer.

No relatório hoje divulgado, a Fitch detalha que o corte de um nível ao “rating” de Itália, Eslovénia, Bélgica e Espanha deve-se à perda de acesso aos mercados financeiros. O corte de mais um nível a Chipre, Itália, Espanha e Eslovénia deve-se sobretudo aos receios específicos de cada país.
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