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Fitch corta "rating" de oito comunidades autónomas espanholas (act.)

A agência de notação financeira está hoje a publicar vários relatórios, nomeadamente sobre dívida soberana.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 12:37
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Espanha continua sob forte pressão, em várias frentes. Numa altura em que a recapitalização da banca – com especial destaque para os apuros do Bankia – está na ordem do dia, bem como os revezes no mercado bolsista e da dívida, a agência de “rating” Fitch veio anunciar um corte da classificação creditícia de oito comunidades autónomas: Andaluzia, Astúrias, País Basco, Canárias, Cantábria, Catalunha, Madrid e Murcia.

Por seu lado, a comunidade de Castelo-La Mancha escapou aos cortes e viu a sua classificação reiterada em ‘BBB-’, mas a sua perspectiva é negativa. Segundo o relatório da agência, aliás, todos os “outlooks” são negativos. Isto significa que pode haver novos “downgrades”.

A agência tinha colocado estas oito comunidades em “watch negative”, a 9 de Março, tendo agora dado o seu “veredicto”. Nenhuma comunidade está ainda na classificação de grau especulativo, ou seja, “lixo”.

Quando a agência prevê que um “rating” pode ser alterado nos 6 a 24 meses seguintes, emite um “Outlook” (perspectiva). Se considera que pode haver acontecimentos ou circunstâncias susceptíveis de mexerem com a classificação no curto prazo – normalmente no período de 90 dias – então pode colocar o rating em “credit watch” (sob revisão). Quando há um “watch positive”, significa que poderá haver uma melhoria da classificação depois de concluída a avaliação. Quanto se trata de um “watch negative”, temos a situação inversa.

A Fitch prevê um maior défice para estas comunidades autónomas, no médio prazo, pelo que as suas perspectivas se deterioraram.

No final da semana passada, a S&P manteve a classificação de nove instituições financeiras espanholas, mas colocou três bancos em grau especulativo. Com efeito, depois da Moody’s na semana anterior, na sexta-feira foi a vez da Standard & Poor’s. A agência anunciou que tinha reduzido a notação da dívida de longo prazo de cinco bancos espanhóis, três deles para “junk”, a chamada categoria de “lixo”: Banco Popular, Bankinter e Bankia. Todos eles foram cortados para ‘BBB+’.

Os “ratings” da dívida de longo prazo do Banco Financiero y de Ahorros e do Banca Cívica já estavam no “lixo”, mas desceram mais um nível e passaram para ‘B+’ e para ‘BB’, respectivamente.

Por outro lado, a agência manteve as notações de outras nove entidades financeiras espanholas: Banco Financiero y de Ahorros (isto para a dívida de curto prazo, pois a de longo prazo sofreu um corte), Sabadell, CaixaBank (curto prazo), Confederación Española de Cajas de Ahorros (CECA), Kutxabank, Santander, Banco Espanol de Credito, Santander Consumer Finance e Banco Bilbao Vizacya Argentaria (BBVA).

Já os “ratings” de curto prazo do Banca Cívica, o de longo prazo do CaixaBank, bem como da Caja de Ahorros e Pensiones de Barcelona e do Ibercaja Banco, continuaram em “credit watch”.

No mesmo dia, a S&P cortou também a operadora Telefónica, de ‘BBB+’ para ‘BBB’, que ficou assim a dois níveis de “lixo”. As suas subsidiárias da República Checa e do Chile também sofreram uma descida da classificação.
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