Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Fitch prevê que o desemprego continue a crescer até 2007

A taxa de desemprego em Portugal deverá continuar a subir durante este ano e o próximo, prevê a agência de notação financeira internacional Fitch Ratings, contrariando as perspectivas mais optimistas do Governo.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Junho de 2006 às 07:54
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A taxa de desemprego em Portugal deverá continuar a subir durante este ano e o próximo, prevê a agência de notação financeira internacional Fitch Ratings, contrariando as perspectivas mais optimistas do Governo.

O fraco ritmo de crescimento económico, as dificuldades dos sectores tradicionais da indústria portuguesa e o mau desempenho do investimento directo estrangeiro são alguns dos factores destacados pela Fitch que contribuem para o desempenho negativo do mercado de trabalho em Portugal, refere o «Diário de Notícias».

No último relatório sobre Portugal divulgado ontem na sua totalidade, a agência de ratings antecipa que, durante este ano, a taxa de desemprego portuguesa subirá de 7,6% para 8,1%. Em 2007, o agravamento deste indicador pode continuar, com a previsão da Fitch a colocar a taxa de desemprego nos 8,3%.

O Governo, nas Grandes Opções do Plano, antecipa uma subida muito ligeira deste indicador para 7,7%, valor que se manteria inalterado em 2007. O optimismo do Executivo em relação a esta matéria tem ficado evidente nas últimas declarações dos seus principais responsáveis, principalmente depois de o Instituto Nacional de Estatística ter anunciado que a taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano baixou para 7,7%, uma descida face aos 8% do último trimestre de 2005.

No relatório, a Fitch assinala que Portugal tem uma "estrutura industrial inapropriada" e que no sector têxtil "foi feito pouco esforço para preparar" o processo de liberalização, o que faz com que enfrente agora a entrada em massa dos produtores asiáticos. Além disso, a agência avisa que "em indústrias mais avançadas, Portugal pode estar a perder IDE para os novos membros da UE na Europa do Leste, onde os custos laborais são mais baixos".

Ver comentários
Outras Notícias