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FMI: Consolidação orçamental é fundamental para o Brasil sair da recessão

O principal risco para a recuperação económica do Brasil é o novo Governo não conseguir implementar a sua estratégia de consolidação orçamental, considerou o Fundo Monetário Internacional (FMI) na análise anual à economia brasileira.

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Reuters
Lusa 29 de Setembro de 2016 às 22:43
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O principal risco interno "é que o Governo falhe a sua promessa estratégica de consolidação orçamental", escreveram os técnicos do FMI na análise à economia brasileira ao abrigo do Artigo IV das regras da instituição.

 

"Os desafios à implementação das novas políticas incluem a navegação pelo Congresso das reformas num curto prazo; se as principais reformas não passarem ou forem adiadas pelo Congresso, o impulso à confiança será efémero, e a recessão pode continuar, o que coloca mais pressão na receita e nas contas da economia", acrescentaram os técnicos, que estimam que a contracção da economia esteja perto do fim.

 

Os técnicos referem que "o crescimento deve recomeçar gradualmente em 2017", apontando para os sinais de que a recessão se aproxima do fim, o que os leva a prever uma expansão de 0,5% do PIB no próximo ano, que se segue a uma recessão de 3,3% do Produto Interno Bruto este ano.

 

Estas previsões, no entanto, baseiam-se na premissa de que o novo Governo vai conseguir cortar na despesa, que a reforma da segurança social é aprovada num prazo razoável e que as metas orçamentais deste e do próximo ano são alcançadas.

 

O controlo "imperativo" da despesa pública, a recuperação da sustentabilidade orçamental e o 'ataque' aos mecanismos estruturais de crescimento automático da despesa são algumas das prioridades apontadas, que incluem mexidas na segurança social, nos governais estaduais, na moldura orçamental, no salário mínimo e na indexação do seu crescimento, e um novo olhar sobre a despesa para a tornar mais eficiente e reprodutiva do crescimento económico.

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