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FMI corta previsão de crescimento da economia portuguesa para 0,8%

O Fundo Monetário Internacional reviu hoje em baixa a sua previsão de crescimento para a economia portuguesa, antevendo uma subida de 0,8% no PIB deste ano e aumento de 2,7% em 2005, ano em que o nosso país deverá voltar a convergir com a Zona Euro.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Abril de 2004 às 16:30
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O Fundo Monetário Internacional reviu hoje em baixa a sua previsão de crescimento para a economia portuguesa, antevendo uma subida de 0,8% no PIB deste ano e aumento de 2,7% em 2005, ano em que o nosso país deverá voltar a convergir com a Zona Euro.

Nas Previsões de Primavera, hoje anunciadas, o FMI estima uma subida de 0,8% no PIB de Portugal este ano, depois da contracção de 1,3% registada em 2003. Em Março deste ano o FMI antevia uma subida de 1% no PIB deste ano.

A nova previsão do FMI continua dentro do intervalo previsto pelo Governo, que aguarda um crescimento entre 0,5 e 1,5% no Produto.

Portugal deverá apresentar défice orçamentais acima de 3% nos próximos dois anos, segundo a mesma fonte, que estima défices de 4,2% e 4% em 2004 e 2005, respectivamente.

Nas suas últimas previsões, divulgadas no início do mês, a Comissão Europeia também avançou com uma previsão de crescimento de 0,8% para o PIB português este ano, mas foi menos optimista para 2005, antevendo uma expansão de 2,2%.

Para a inflação o FMI aguarda agora uma descida dos 3,3% de 2003 para 2,1% este ano e nova queda para 1,9% em 2005. Já a taxa de desemprego deverá fixar-se em 7,1% em 2004, voltando a descer para 6,8% em 2005. O ano passado a taxa de desemprego em Portugal ficou nos 6,4%.

Portugal vai crescer mais que Zona Euro em 2005

O FMI baixou também as projecções de crescimento para a economia da Zona Euro, perspectivando uma subida de 1,7% no PIB deste ano, contra a anterior previsão de um crescimento de 1,9%.

Em 2005 a Zona Euro deverá crescer 2,3%, pelo que o FMI estima que Portugal voltará a convergir com os seus parceiros do euro já no próximo ano, um facto que não acontece desde 2001.

Já para a economia mundial o FMI aumentou as projecções de crescimento de 4,1% para 4,6%.

O FMI voltou a apelar ao Banco Central Europeu para que reduza as taxas de juro, de modo a impulsionar o consumo na Europa.

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