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FMI deverá voltar a rever em baixa perspectivas de crescimento

Christine Lagarde disse à Reuters que as previsões do FMI para a economia global em 2016 deverão ser uma vez mais revistas em baixa. A directora do Fundo instou os líderes do G20 a fazerem mais para estimular a procura.

6.ª Christine Lagarde (FMI)
Manteve a posição do rankingo do ano passado. A directora-geral do FMI é a sexta mulher mais poderosa a nível mundial, segundo a Forbes. O que acontece quando foi nomeada para segundo mandato à frente do Fundo Monetário Internacional. As várias crises económicas que tem de acudir mantêm-na presa ao topo.
Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 01 de Setembro de 2016 às 15:59
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Em entrevista concedida à agência Reuters, Christine Lagarde avisou que a deterioração dos principais indicadores económicos deverá levar o Fundo Monetário Internacional (FMI) a rever novamente em baixa as perspectivas de crescimento da economia global em 2016.

 

A directora-geral do FMI apontou a fraca procura, os actualmente débeis comércio global e investimento e o crescimento das desigualdades como os factores que devem levar o Fundo a cortar uma vez mais as perspectivas de crescimento. Lagarde defendeu que os líderes dos países-membros do G20 têm de fazer mais de forma a impulsionar os níveis de procura, o comércio global e ainda de se empenharem na regulação da globalização e no combate à desigualdade.

 

De forma genérica, Christine Lagarde nota que até pode considerar-se que o impacto do Brexit está a ser menor do que o esperado, que a transição do modelo económico chinês decorre "razoavelmente bem" e que os baixos preços das matérias-primas "até subiram ligeiramente".

 

Contudo, refere a directora-geral da organização sediada em Washington, olhando para "as perspectivas de crescimento económico, para o potencial de crescimento, para a produtividade, nós não estamos a receber bons sinais". Pelo que "vamos provavelmente rever em baixa as nossas previsões para o crescimento em 2016", atirou Lagarde.

 

Será já em Outubro que o FMI divulgará as novas perspectivas acerca da economia global. E se forem mesmo revistas em baixo, tratar-se-á da sexta revisão em baixa consecutiva em apenas 18 meses. Em Julho, na ressaca da vitória do Brexit no referendo britânico e perante a incerteza inerente ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o FMI reforçou o seu pessimismo ao baixar em 0,1 pontos percentuais, para 3,1% e 3,4%, as estimativas de crescimento da economia mundial em 2016 e 2017, respectivamente.

 

Na perspectiva de Lagarde, o real impacto do Brexit na economia mundial só poderá ser verdadeiramente aferido em 2017, quando for mais clara a forma como será enquadrado o relacionamento entre Londres e a UE, pelo que as previsões do Fundo para o próximo ano poderão ser uma vez mais penalizadas pela incerteza decorrente da decisão tomada pelo eleitorado britânico no referendo de 23 de Junho.

 

Em antecipação do encontro entre os líderes das 20 maiores economias mundiais, que decorrerá no próximo domingo e segunda-feira em Hangzhou, na China, a directora do FMI explicou à Reuters que transmitirá a mensagem de que novas potenciais reduções do potencial de crescimento e mais obstáculos aos movimentos de pessoas, bens, serviços e capitais irão ter um impacto negativo para o G20 como um todo.

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