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FMI: Estados Unidos estão a caminho de "precipício orçamental"

É preciso um entendimento claro e de médio prazo entre os políticos sobre o rumo da política orçamental da maior economia mundial. Mas ainda mais urgente é um acordo que impeça uma contracção orçamental abrupta em 2013 – o "Taxmaggedon".

Negócios com Lusa 16 de Julho de 2012 às 17:15
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Os Estados Unidos estão a caminho do "precipício orçamental" que poderá ter consequências significativas para a economia mundial, alertou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).


O problema, explica o FMI no "Fiscal Monitor" (publicação sobre políticas orçamentais) do Fundo, não é que os EUA tenham um défice demasiado alto - é que podem cortá-lo demais.

"Há um risco nos Estados Unidos de um bloqueio político que deixe a política orçamental em piloto automático, resultando numa redução súbita e abrupta nos défices - um 'precipício fiscal'", lê-se no documento do FMI.

O "precipício", ou "Taxmaggedon", como é conhecido nos EUA, resulta da confluência para 2013 de duas tendências: vai expirar uma série de cortes aos impostos decretados durante a presidência de George W. Bush, ao mesmo tempo que entram em vigor uma série de cortes draconianos à despesa determinados no ano passado.

Se não houver decisões políticas em contrário, este fenómeno resultará num aumento das receitas fiscais acompanhado de uma redução nos gastos públicos com efeitos equivalentes a "mais de 4% do PIB", segundo as contas do FMI.

A situação tornou-se num impasse porque o Presidente Barack Obama e a oposição republicana no Congresso discordam quanto ao prolongamento dos cortes fiscais e quanto à escala dos cortes nas despesas.

O Fundo considera que a concretização do "Taxmaggedon" levaria a uma estagnação da economia norte-americana no próximo ano. O FMI sugere "uma consolidação mais modesta em 2013, na ordem de 1% do PIB em termos estruturais". Mas pede também um entendimento transparente e de médio prazo para consolidar as finanças públicas. Os EUA deverão fechar o corrente ano com um défice equivalente a 8,2% do PIB e uma dívida pública de 106,7%.

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