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Fogos em Portugal já são responsáveis por 54% da área ardida em toda a UE

Os incêndios destruíram em Portugal mais de 118 mil hectares, mais de metade da área ardida desde o início do ano nos demais 27 países da União Europeia.

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Negócios 17 de Agosto de 2016 às 12:58
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Os fogos ocorridos em Portugal até esta quarta-feira, 17 de Agosto, explicam já mais de metade, quase 54%, da área ardida desde o início do ano em todos os demais 27 países da União Europeia. A informação está a ser actualizada pela Associated Press (AP), com base em dados do EFFIS, o sistema europeu de informação de incêndios.

Segundo a avaliação mais recente do sistema europeu, ao longo de 2016 arderam na UE mais de 220 mil hectares. Em Portugal, arderam, até agora, mais de 118 mil hectares, uma dimensão que fica bem acima da média dos últimos oito anos, de 74 mil hectares, o que se deve à terrível dimensão dos incêndios observada em Agosto.

Quase um terço da área total que ardeu em Portugal este ano foi destruída nos fogos de Arouca e São Pedro do Sul. O Governo promete investigar o que pode ter corrido mal no combate aos fogos na zona de Viseu.

"Não é possível a nenhum dispositivo operacional, por mais capaz, eficaz, organizado e competente que seja, [uma resposta] optimizada a um pico da dimensão evidenciado" nos números do EFFIS, afirma a Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil (ASPROCIVIL), citada pela Lusa.

A área ardida está "muito acima da média dos últimos oito anos, por esta data, o número é quatro vezes maior do que a média da área ardida entre 2008 e 2015, que rondava os 25 mil hectares", refere a associação.


Os técnicos de protecção civil defendem um aumento da capacidade de reflorestação, criação de equipas de prevenção de incêndios florestais, em Janeiro de cada ano, aposta numa fiscalização do cumprimento da lei, que deve ser aplicada, se necessário, de uma forma coerciva, e uma rede nacional de pontos de água, que devem ser fiscalizados e ter manutenção.

 

A criação de um grupo de trabalho nacional, intersectorial e pluridisciplinar, para apresentar até 31 de Dezembro, um plano operacional de prevenção de incêndios e a definição de uma estratégia para um ordenamento florestal, com mecanismos de prevenção e contenção de incêndios, como aceiros, espécies mais resistentes ou redução do combustível, também fazem parte das propostas da associação.

 

Os técnicos de protecção civil defendem ainda a informação à população e a criação de incentivos à fixação das pessoas no interior.

 

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