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Fragilidades estruturais prejudicam Portugal e famílias sofrem

Ao contrário do Governo português, o executivo comunitário prevê uma desaceleração do crescimento em Portugal até 2009, o que será acompanhado de uma deterioração das contas públicas. Diz a equipa de economistas da Comissão que Portugal será "afectado por

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 28 de Abril de 2008 às 12:17
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Ao contrário do Governo português, o executivo comunitário prevê uma desaceleração do crescimento em Portugal até 2009, o que será acompanhado de uma deterioração das contas públicas. Diz a equipa de economistas da Comissão que Portugal será "afectado por desenvolvimentos externos adversos, num contexto de fragilidades estruturais persistentes e baixo potencial de crescimento".

Este ano, o consumo das famílias será pressionado por "inflação mais elevada, condições financeiras mais apertadas e incerteza crescente", prevê a CE. O cenário deverá, contudo melhorar ligeiramente em 2009, com a "normalização dos mercados financeiros através de um alivio do serviço da dívida".

A CE espera que, depois de algumas decisões especificas que darão suporte à formação bruta de capital fixo numa parte de 2008, o investimento privado desacelere em 2009. As previsões de Bruxelas apontam para que, depois de um crescimento de 3,2% em 2007m, o investimento abrande para 2,9% em 2008 e 1,4% em 2009.

O Governo estimou em Dezembro crescimentos de 4% em 2008 e de 6,7% em 2009 para o investimento em Portugal.

Exportações abrandam sujeitas a elevada incerteza

O contributo do mercado externo deverá ser "ligeiramente positivo", espera Almunia que, no entanto, avisa: "As projecções para a actividade exportadora estão sujeitas a riscos consideráveis". Nas previsões da Primavera o executivo comunitário aponta para que as vendas ao exterior – que cresceram 7,1% em 2007 – aumentem 4,.6% em 2008 e 4,2% em 2009.

A CE aponta para pontos a favor e contra do desempenho externo português. "As exportações poderão mostrar uma maior resistência devido ao crescimento dos custos unitários de trabalho ter sido inferior ao registado em alguns dos principais parceiros comerciais e a um aumento do valor dos produtos vendidos, assim como a uma maior diversificação dos mercados de destino", diz a Comissão, replicando o argumento do Executivo nacional. No entanto, a equipa de Almunia não cede a optimismos e avisa: "o crescimento das exportações pode ser afectado por crescimento menor que o esperado em alguns dos principais parceiros comerciais".

O Governo, que ainda não reviu as suas previsões de Dezembro, aponta para crescimentos de 6,7% e 6%, em 2008 e 2009.

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