Europa França congela pensões e salários e reduz gastos sociais

França congela pensões e salários e reduz gastos sociais

O novo primeiro-ministro francês avançou algumas das medidas que permitirão poupar 50 mil milhões de euros entre 2015 e 2017. O plano antecipa cortes repartidos pelo Estado, municípios e contribuintes. "Não podemos viver acima das nossas possibilidades”, avisou Valls.
França congela pensões e salários e reduz gastos sociais
Reuters
David Santiago 16 de abril de 2014 às 19:25

O resultado do segundo Conselho de Ministros presidido pelo novo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, começou esta quarta-feira a ser conhecido com a identificação das áreas onde serão feitos os cortes necessários ao cumprimento do limite do défice acordado com as instituições europeias.

 

“Não podemos viver acima das nossas possibilidades”, começou por afirmar Valls na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.

 

Para recuperar a “soberania” financeira do país, Valls reassumiu a necessidade de cortar 50 mil milhões de euros até 2017, um esforço que será “repartido por todos”, garantiu. Para o conseguir o primeiro-ministro anunciou o congelamento dos salários dos funcionários públicos e das pensões, não tendo precisado até quando a medida vigorará. As pensões mais baixas serão poupadas, precisou Manuel Valls. Os gastos em prestações sociais vão sofrer cortes, sendo também aqui os valores mínimos poupados às reduções.

 

Por sectores, os cortes serão de 18 mil milhões de euros nas despesas com a máquina do Estado, de 11 mil milhões nos orçamentos dos municípios, de 10 mil milhões nos custos e prestações na área da Saúde e de 11 mil milhões no conjunto dos gastos sociais.

 

Paris deveria ter atingido um défice de 4,1% do PIB em 2013 mas acabou por registar um défice de 4,3%. Em 2013 Bruxelas concedeu até 2015 para colocar o défice abaixo da meta de 3%. Esta quarta-feira o "Libération" adiantava que a França não iria tentar, juntos das instâncias europeias, a flexibilização das metas acordadas com Bruxelas, o que torna premente a adopção de medidas de redução de despesa com vista à necessária e acordada consolidação orçamental. 

 

 

 




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