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França e Alemanha convergem: Novo empréstimo à Grécia exige programa com compromissos

O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, e o seu colega alemão, Wolfgang Schäuble, voltaram a mostrar abertura para conceder um novo empréstimo à Grécia, desde que se respeitem as regras europeias.

Negócios 09 de Fevereiro de 2015 às 15:14
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"Temos de assegurar o financiamento para que a Grécia não fique à mercê de uma situação de pânico dos mercados, mas não podemos simplesmente dizer 'nós financiamos'", advertiu esta segunda-feira o ministro francês das Finanças, Michel Sapin, à chegada a Istambul para uma reunião com os seus homólogos do G20 (grupo das 19 economias mais avançadas + União Europeia). Segundo o que afirmou, se a Grécia decidir fazer um novo pedido de empréstimo este "tem de respeitar as regras europeias", o que significa acordar um programa com compromissos assumidos por Atenas.

 

Também o ministro alemão das Finanças condicionou uma nova ajuda à Grécia a um pedido de programa por parte do novo Governo grego. "Se querem a nossa ajuda, é necessário um programa". Contudo, acrescentou, "ainda não percebi como o Governo grego quer fazer".

 

O programa de assistência da troika à Grécia termina no fim do mês. Atenas diz querer um novo empréstimo-ponte da Europa de 1,9 mil milhões de euros para garantir liquidez e evitar a insolvência até apresentar um "novo acordo global" à Europa, possivelmente em Maio. Entretanto, não aceita mais condições e formalizou a intenção de fazer marcha atrás nalgumas medidas incluídas no memorando da troika.

 

Falando no parlamento grego, o primeiro-ministro Alexis Tsipras prometeu ontem levar por diante o essencial do seu programa eleitoral, designadamente subir de cinco mil para 12 mil euros o limite abaixo do qual os contribuintes ficarão isentos de impostos sobre o rendimento e a aumentar até ao fim do ano do salário mínimo em cerca de 25% para 751 euros.

 

Thomas Wieser, o funcionário austríaco que prepara as reuniões mensais dos ministros do Eurogrupo, esteve novamente nesta segunda-feira em Atenas, acompanhado de Declan Costello, representante da Comissão Europeia. A missão europeia já terá abandonado a capital helénica, frustrada e de mãos a abanar, considerando que o novo governo está a "prometer tudo a todos" e ainda não foi capaz de estabilizar o universo, o custo e o impacto das suas medidas.

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