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Frasquilho: "É possível que o programa de ajustamento possa ser estendido no tempo"

Cumprimento do programa de ajustamento este ano pode permitir estender período de ajustamento, diz vice-presidente da bancada parlamentar do PSD

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 11:37
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Miguel Frasquilho, vice presidente da bancada parlamentar do PSD, admite que, se Portugal cumprir o plano acordado com a troika, possa estender no tempo o programa de ajustamento, e tornar assim “menos brutal o necessário e inevitável ajustamento” que País enfrenta.

Num texto de antevisão de 2012 publicado hoje no massa monetária, o blogue do Negócios, Frasquilho diz que “executar a preceito o acordado com a Troika continua a ser a nossa melhor (e única…) alternativa”, vincando que essa é também “a melhor contribuição” que Portugal pode dar para resolver a crise da Zona Euro, uma posição que o Governo, e nomeadamente o ministro das Finanças, têm também vincado.

O deputado continua argumentando que uma boa execução do programa poderá até oferecer outros dividendos: “É possível que, depois de se tornar perceptível para os nossos credores que estamos a cumprir o acordado, o programa de assistência financeira possa ser estendido no tempo, tornando menos brutal o necessário e inevitável ajustamento por que temos que passar”, lê-se no texto.

Frasquilho junta-se aos que consideram desejável um ajustamento ao programa de assistência financeira permitindo, com o apoio da troika, que a redução do défice se faça mais lentamente e o que ajustamento tenha lugar de forma menos violenta, mitigando assim também o risco de uma espiral recessiva.

Uma renegociação deste tipo implicaria, provavelmente, também um aumento do pacote de assistência externa e o adiamento do regresso de Portugal aos mercados financeiros, o qual está marcado para final de 2013. Este seria o ponto mais sensível nas negociações.

Do lado da Comissão Europeia não houve ainda qualquer sinal de flexibilização. Já o FMI, pela voz do seu chefe de missão, Poul Thomsen, afirmou recentemente que se as condições externas se deteriorarem, então “há que ter mente aberta para relaxar as metas orçamentais”.

O final do ano ficou marcado por várias notícias dando conta da intenção do Governo de renegociar as metas orçamentais para 2012. O Sol, com base em fonte do Conselho nacional do PSD, apontou para 5,2% do PIB. E um dia depois o DN garantiu que o Governo estava mesmo a renegociar o objectivo. O Governo desmentiu oficialmente essas notícias.

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