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FT destaca bons resultados económicos após dois anos de Governo de Sócrates

No dia em que José Sócrates se prepara para dar uma muito esperada entrevista à RTP, onde falará pela primeira vez sobre a polémica em torno da sua licenciatura, o Financial Times publica um longo artigo, em abertura de página, para dar conta dos bons res

Negócios 11 de Abril de 2007 às 10:05
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No dia em que José Sócrates se prepara para dar uma muito esperada entrevista à RTP, onde falará pela primeira vez sobre a polémica em torno da sua licenciatura num contexto mais vasto de balanço de dois anos de Governo, o Financial Times publica um longo artigo, em abertura de página, para dar conta dos bons resultados alcançados pelo primeiro-ministro socialista na frente económica.

Sem nunca mencionar a questão do diploma de Sócrates que tem dominado a actualidade mediática em Portugal, o mais influente jornal económico afirma que o país mudou muito nos últimos dois anos – e para melhor.

"Quando visitar Lisboa em Julho, altura em que Portugal assumirá a presidência da União Europeia, ele encontrará o seu país num ambiente muito mais optimista do que quando o abandonou sob a sombra de recessão". "Ele" é Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia, e que o Financial Times diz ser uma das pessoas melhor posicionadas para avaliar como o clima económico e político evoluiu em Portugal nos tempos mais recentes.

A sustentar o título – "Moral de Portugal recupera à medida que a sombra da recessão desaparece" – o jornal avança com o facto de a taxa de crescimento da economia e a amplitude de redução do défice orçamental terem ultrapassado as previsões, em resultado do bom desempenho dos sectores exportadores e das reformas estruturais desencadeadas pelo Governo socialista, que fizeram com que a despesas primária tenha sofrido "o maior corte em 30 anos".

Neste âmbito, o jornal destaca a reforma da Administração Pública e os protestos, "os maiores em dois anos", que esta tem suscitado junto dos trabalhadores do Estado, escrevendo que os cortes na AP – 75 mil até 2009 – serão fundamentais para o Governo conseguir cumprir as metas de consolidação das finanças públicas prometidas a Bruxelas.

O artigo termina com uma nota de apreensão, fazendo eco das dúvidas recentemente expressas pela Standard& Poor"s. A agencia de notação de risco considera que só em 2009, um ano mais tarde do que o previsto pelo Governo, é que Portugal deverá estar em condições de deixar de ser o "mau aluno" do euro, com o défice a cair finalmente para valores inferiores ao limite de 3% do PIB.

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