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FT: Portugal foi a única surpresa positiva na economia da Zona Euro no segundo trimestre

Jornal britânico diz que evolução do PIB português no segundo trimestre é uma boa notícia para a execução do programa da troika.

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Agosto de 2011 às 12:48
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O relatório do Eurostat, que confirmou ontem um abrandamento da economia da Zona Euro, contém pelo menos uma boa notícia.

A opinião é expressa por Peter Spiegel, num dos blogues do “Financial Times”, dedicado aos assuntos europeus. O chefe de delegação do jornal britânico em Bruxelas assinala que o crescimento da economia europeia pode estar a vacilar, mas os dados de ontem mostram “pelo menos uma surpresa positiva inesperada: Portugal” .

Spiegel aponta que apesar de Portugal estar a iniciar a implementação do programa de austeridade acordado com a troika e das recentes revisões em baixa de “rating” devido à desconfiança com a capacidade do país atingir as metas definidas, no segundo trimestre a economia portuguesa estabilizou, “o que representa uma melhoria significativa face à quebra de 0,6% sentida nos dois últimos trimestres, e muito melhor do que a quebra estimada de 1,1%”.

“Os números acima do esperado, suportados largamente pelo aumento de 5,3% nas exportações, são particularmente boas notícias para os que estão a atentos ao programa de resgate, que tem as suas metas fixadas com base das previsões económicas”.

O PIB português recuou 0,9% no segundo trimestre face ao período homólogo e estagnou face aos três meses anteriores. A troika assume que o PIB português vai recuar 2,2% este ano, pelo que o jornalista do FT conclui que Portugal pode superar estas estimativas.

O mesmo responsável cita ainda uma nota de análise de ontem da Capital Economics, onde a consultora britânica conclui que os números do segundo trimestre podem “sugerir que Portugal pode virado a esquina”.

Por outro lado, Spiegel recorda as palavras recentes proferidas em Lisboa por Poul Thonsen, chefe da delegação do FMI em Portugal: “Os tempos mais difíceis ainda estão pela frente”.

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