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FT: "Portugal ficou mais próximo de uma crise da dívida soberana"

O colapso das negociações entre Governo e PSD em torno da viabilização do Orçamento do próximo ano vai continuar a pressionar as condições de financiamento de Portugal.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 08:42
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O “Financial Times” reserva a Portugal uma coluna relativamente discreta na página 7, escrevendo que a ruptura política “empurrou o país para uma situação mais próxima de uma crise da dívida soberana”.

A “bíblia” dos mercados financeiros frisa que os mercados reagiram “de imediato” à degradação do contexto político, agravando em 20 pontos base, para 332, o “spread” entre os juros cobrados a Portugal e à Alemanha, que serve de referência na Europa.

O jornal dá conta do compasso de espera decidido pelo PSD, que só anunciará o seu sentido de voto definitivo na véspera da votação na generalidade do OE, marcada para quarta-feira. Mas acrescenta que o impasse deverá fazer com que os custos de financiamento de Portugal continuem a subir, pelo menos até lá.

Imprensa internacional aponta dedo ao PSD

“Não obstante o fracasso das negociações, a proposta de Orçamento ainda pode passar se os PSD fizer um movimento no sentido de evitar uma crise política e aliviar a pressão sobre os custos de endividamento de Portugal, optando pela abstenção no voto parlamentar”, refere o jornal britânico.
"Oposição trava pacote de austeridade" é o título escolhido pelo jornal alemão de economia “Handelsblatt”, que antecipa "uma crise política" em Portugal, segundo informa a agência Lusa.

O mesmo jornal afirma que a ruptura negocial é "um retrocesso" no combate à "crise das dívidas soberanas europeias" e cita o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, a dizer que "o cenário é preocupante".

O Frankfurter Allgemeine, jornal do mundo dos negócios, refere-se à questão nas suas páginas de economia, num artigo em que também se diz que a Irlanda duplicou os esforços de poupança e a Grécia espera um défice orçamental ainda maior.

"Em Portugal, também um país em crise, o pacote de austeridade oscila", escreve o FAZ, lembrando que, na próxima semana, o OE para 2011 será votado no Parlamento e que para reduzir a elevada dívida pública portuguesa estão previstos aumentos de impostos e "drásticos cortes" na despesa.


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