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Fundação Paula Rego recebe ordem de extinção mas Cascais quer manter serviços culturais

O Governo propôs extinguir a Fundação Paula Rego e a Fundação D. Luís I, ambas no município de Cascais. Carlos Carreiras, presidente da edilidade, não colocou de lado a hipótese de a extinção avançar mas garante que os serviços prestados vão manter-se.

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“A Câmara de Cascais continuará a garantir os serviços culturais prestados pela [fundação] Paula Rego e pelo Centro Cultural de Cascais, que faz parte da Fundação D.Luís, sejam elas extintas ou não", assegurou Carlos Carreiras, em declarações divulgadas, esta terça-feira, pela agência Lusa.

As afirmações foram proferidas depois de o Governo ter publicado, em "Diário da República", a lista das fundações que pretende extinguir, entre as quais a Fundação Paula Rego e a Fundação D.Luís I. Carreiras deixou criticas à forma como foi gerido este problema. “Não fomos ainda notificados. Soube apenas pelos jornalistas, o que não me parece adequado”, salientou à Lusa. O líder do executivo municipal de Cascais espera agora que a informação chegue à câmara para que se possam encontrar soluções que dêem continuidade aos serviços das duas fundações.

A Fundação Paula Rego recebeu uma nota de 40,8 no censo realizado pelo Governo, sendo que Cascais estará a analisar o que vai fazer à fundação, que recebeu 1,2 milhões de euros entre 2008 e 2010 em apoios públicos.

Fusão entre duas fundações pode ser solução

No início de Agosto, o vereador das Finanças do município, Nuno Piteira Lopes, explicou ao Negócios que a extinção da fundação não será fácil. "Os estatutos da fundação prevêem que seja a administração a propor a extinção da fundação. A Câmara de Cascais não tem maioria, pelo que não pode impor a extinção da fundação", observa. Neste momento, os serviços camarários estão a "analisar as várias opções possíveis", que poderão até passar pela fusão da fundação Paula Rego com a D. Luís I. "Pode haver a fusão das duas, sim", admite o vereador.

A fundação tem como objectivo promover a obra da pintora portuguesa Paula Rego e do seu falecido marido Victor Willing, tendo no seu acervo 524 obras da pintora, cedidas gratuitamente à Câmara de Cascais. As visitas ao museu são gratuitas. O edifício icónico do museu Paula Rego foi desenhado pelo premiado arquitecto português Souto Moura.

A fundação recebeu 3,25 milhões de euros do município de Cascais entre 2009 e 2011, explica Nuno Piteira Lopes. Já a fundação D. Luís I recebe, anualmente, 250 mil euros dos cofres cascalenses.

O conselho de fundadores é composto pela pintora Paula Rego, pelo município de Cascais, pelo Estado português e por John Erle-Drax, representante da galeria londrina Marlborough Fine Art.

A fundação Paula Rego foi criada a 4 de Setembro de 2009 por quatro entidades, entre as quais o Estado e a Câmara de Cascais. As 524 obras doadas pela pintora Paula Rego valiam, em 2010, 3,4 milhões de euros.

(Versão actualizada da notícia publicada em 8 de Agosto)
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