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Fundo da Segurança Social valorizou mais de 5% neste ano

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) valorizou entre Janeiro e Setembro mais de 5%, recuperando do prejuízo verificado em 2008, disse hoje à agência Lusa o presidente do instituto.

Negócios com Lusa 24 de Setembro de 2009 às 15:37
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O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) valorizou entre Janeiro e Setembro mais de 5%, recuperando do prejuízo verificado em 2008, disse hoje à agência Lusa o presidente do instituto.

De acordo com Manuel Baganha (na foto), que preside o conselho directivo do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, o fundo - criado no final da década de 80 para assegurar o pagamento das pensões em caso de dificuldades no sistema - conseguiu este ano reagir à crise internacional que o afectou no ano passado.

"Neste momento, excluindo as entregas que já foram feitas, o fundo já recuperou completamente das rentabilidades negativas do ano anterior", disse. Segundo o responsável, o valor do fundo nesta altura ronda os 9.300 milhões de euros.

No final de 2008, o valor total do FEFSS era de 8.350 milhões de euros, o que se traduzia numa desvalorização de 3,73%. "O valor do fundo neste momento é superior ao valor observado em Janeiro de 2008, acrescido das entregas e dos resultados positivos", disse.

De acordo com Manuel Baganha, uma análise a 21 meses permite perceber que "o fundo, em termos de rentabilidade, perdeu no início de 2008, depois até ao final do ano recuperou alguma coisa e, já este ano, a partir de Agosto, conseguiu recuperar completamente". "Isto significa que as preocupações que havia com a eficiência deste fundo e com o tipo de investimentos deste fundo não tiveram em conta o facto de se tratar de um produto a um horizonte de 30 anos. As flutuações ocorrem mas consegue-se ultrapassar e recuperar", disse.

Até Setembro, adiantou à Lusa, os montantes transferidos pela Segurança Social deverão rondar os 500 milhões de euros. O FEFSS sofreu em 2008 da grande volatilidade dos mercados financeiros, que marcou o início da crise. Para travar estas perdas, o instituto tomou diversas medidas de gestão do risco do FEFSS, nomeadamente através do aumento do número de bancos utilizados para permitir a redução do máximo depositado em cada banco para um por cento do fundo.

No final do ano passado o fundo tinha investido 20% da carteira em acções (abaixo do limite de 25% permitido) e metade do capital em dívida pública portuguesa. A desvalorização do fundo de estabilização da Segurança Social desde final do ano passado levou os partidos da oposição a pedir explicações ao Governo sobre a gestão das suas aplicações.
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