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Fundos da Ásia e Médio Oriente perderam milhões a salvar bancos

Os fundos soberanos perderam o estatuto de parceiros silenciosos e discretos das empresas ocidentais ao longo desta crise.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 27 de Agosto de 2009 às 00:01
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Os fundos soberanos perderam o estatuto de parceiros silenciosos e discretos das empresas ocidentais ao longo desta crise.

A partir de Agosto de 2007, quando a desconfiança passou a dominar as relações entre as instituições financeiras, os fundos soberanos do Golfo Pérsico e da Ásia avançaram com as primeiras injecções de capital. Foram determinantes para impedir o colapso do sistema financeiro do mundo desenvolvido.

Bandeiras do capitalismo como a Morgan Stanley, Merrill Lynch e Citigroup foram socorridas pelos fundos de países com regimes políticos mais totalitaristas. Entre Junho de 2005 e Outubro de 2008, os fundos soberanos injectaram perto de 90 mil milhões de dólares (cerca de 63,29 mil milhões de euros) nas instituições financeiras europeias e norte-americanas, revela um estudo da Universidade de Oklahoma.

O mesmo documento constata que a aventura pelo Ocidente lhes causou, colectivamente, prejuízos superiores a 66 mil milhões de dólares (pouco mais de 46 mil milhões de euros).

Os "investimentos desastrosos" dos fundos soberanos, como os classifica Veljko Fotak, docente da Universidade de Oklahoma, levaram muitos fundos soberanos, sobretudo os do Golfo Pérsico, a retraírem-se nos investimentos no Ocidente, "notando-se agora uma tendência para voltarem a apostar sobretudo nos países de origem".

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