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G20 aponta tensões comerciais e geopolíticas mas não apela à sua resolução

Por pouco não havia um comunicado no final da reunião do Grupo dos 20, que decorreu este fim de semana em Fukuoka, Japão. Mas, depois de apagada a cláusula de reconhecimento da necessidade urgente de resolução das tensões comerciais, o documento saiu.

Negócios jng@negocios.pt 09 de Junho de 2019 às 13:57
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Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 declararam este domingo, no final da reunião que decorreu este fim de semana em Fukuoka (Japão), que as tensões comerciais e geopolíticas se "intensificaram", elevando os riscos que se colocam a uma melhoria do crescimento global. No entanto, o comunicado final é "suave", tal como aconteceu em dezembro passado em Buenos Aires (Argentina). O apelo a uma resolução dos conflitos, em especial da fricção comercial entre os EUA e a China, foi retirado do texto final.

 

Segundo a Reuters, citando fontes do próprio G20, depois de difíceis negociações que quase abortavam a emissão de um comunicado, os responsáveis das Finanças e dos bancos centrais das maiores economias do mundo acabaram por oferecer um apoio muito morno a um sistema comercial multilateral com base em regras específicas.

 

"O crescimento global parece estar a estabilizar e estima-se, de forma geral, que recupere moderadamente em finais deste ano e em 2020", diz o comunicado.

 

"No entanto, o crescimento mantém-se em níveis baixos e há riscos que continuam a poder conduzir a uma contração. Mais importante ainda: as tensões comerciais e geopolíticas intensificaram-se. Continuamos a abordar estes riscos e estamos prontos a tomar medidas adicionais", refere o documento.

 

Mas o comunicado exclui uma cláusula – que tinha sido proposta no esboço do documento delineado no sábado – e que dizia serem reconhecidas "as necessidades prementes de resolução das tensões comerciais".

 

A eliminação desta frase foi feita por insistência dos Estados Unidos, mostrando o desejo de Washington de evitar embaraços numa altura em que reforçou as tarifas aduaneiras sobre produtos chineses, declararam à Reuters algumas fontes do G20.

 

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, por seu lado, disse que "enfatizou o facto de a grande prioridade ser a de solucionar as atuais tensões comerciais", ao mesmo tempo que se tenta modernizar as normas comerciais a nível internacional.

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