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G20 garante que tem de ser a Europa a resolver os seus problemas

Europa é um dos principais perigos que se coloca à economia mundial. Mas tem de ser capaz de resolver os seus problemas. Porque nem todas as grandes economias estão dispostas a ajudar sem, primeiro, ver acção.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 10:37
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A crise da dívida na Europa está no topo das preocupações das 20 maiores nações do mundo. É a primeira da lista sobre os perigos que se colocam à economia mundial, segundo um documento do G20 obtido pela agência Bloomberg.

O G20 continua a fazer pressão para que a Europa intensifique os esforços de contágio da crise da dívida a Madrid, mesmo depois de a Zona Euro se ter comprometido com uma “parede”, o chamado poder de fogo, de 800 mil milhões de euros para impedir a sua disseminação.

“Os países têm de tomar medidas”, avisou Christine Lagarde, a directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), a entidade através do qual as nações poderão vir a reforçar a ajuda, através da capacidade de empréstimo a países em dificuldades.

Num momento em que o encontro dos G20 está a acontecer em Washington, o FMI continua a sua busca para tentar captar mais 400 mil milhões de dólares (304,8 mil milhões de euros) a juntar aos 380 mil milhões de dólares (290 mil milhões de euros) de que já dispõe para evitar o contágio de perigos como a chegada da crise da dívida a Espanha, a escalada do desemprego ou a subida dos preços do petróleo, como refere a Bloomberg.

O Japão, pela voz do ministro das Finanças Jun Azumi, já sinalizou a sua vontade de participar nesse reforço: “Neste momento, parece provável que os 400 mil milhões de dólares possam vir a ser alcançados, como resultado dos pedidos do Japão e do FMI para ajudas de outros países”.

Mas nem todos os países estão dispostos a disponibilizar dinheiro para ajudar a Europa, enquanto esta não mostrar toda a vontade em travar o contágio a Espanha. Guido Mantega, responsável pelas Finanças do Brasil, afirmou ainda não estar preparado para avançar um número para reforçar a ajuda ao FMI, dado que há “condições prévias que ainda não foram cumpridas pelos países”.

O reforço da capacidade de financiamento do G20 é uma das prioridades da agenda do encontro de hoje dos ministros das Finanças e dos responsáveis dos bancos centrais do G20.

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