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G-7: Estados Unidos e Alemanha dizem que sanções contra a Rússia devem continuar

O Presidente norte-americano, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmaram este domingo que as sanções do Ocidente contra a Rússia devem continuar até os russos respeitarem o acordo de cessar-fogo e a soberania da Ucrânia.

Reuters
Lusa 07 de Junho de 2015 às 17:41
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"Os dois líderes discutiram a crise em curso na Ucrânia e concordaram que a duração das sanções dever ser claramente relacionada com a plena implementação da Rússia dos acordos de Minsk e o respeito à soberania da Ucrânia", referiu a Casa Branca num comunicado divulgado durante a cimeira do G-7, que decorre hoje na região da Baviera, na Alemanha.

 

Obama e Merkel mantiveram uma conversa privada antes da cimeira, e o Presidente norte-americano, mais cedo, exortou aos seus colegas líderes presentes no G-7 (Alemanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, Japão, Itália e Canadá) para se levantarem juntos contra "a agressão russa na Ucrânia".

 

A União Europeia e os Estados Unidos, incentivadores dos frágeis acordos de paz de Minsk-2, assinados a 12 de Fevereiro (com a participação também da Rússia), expressaram de forma unânime a sua preocupação com a retomada dos combates no terreno, nos últimos dias.

 

Moscovo, por seu lado, indicou que o processo de paz corre o perigo de "ser quebrado".

 

As pesadas sanções impostas pela União Europeia contra Moscovo, que atingiram sectores inteiros da economia russa, incluindo a banca, a defesa e o petróleo, chegam ao final em Julho.

 

Os acordos de Minsk-2 prevêem medidas progressivas até ao fim do ano, para pôr fim ao conflito entre separatistas pró-russos e o governo de Kiev no leste da Ucrânia, que já fez mais de 6.400 vítimas, em pouco mais de um ano.

 

A Rússia é acusada, pelos países ocidentais, de estar envolvida no conflito ucraniano, apoiando os rebeldes, mas o governo russo nega tal facto.

 

Na reunião bilateral, Obama e Merkel também discutiram o possível papel da TTIP (acordo transatlântico de livre comércio, que está a ser negociado entre europeus e norte-americanos), para promover "o crescimento e o emprego em ambos os lados Atlântico".

 

Os dois líderes também sublinharam a importância de trabalharem "juntos" para chegar a um acordo global sobre o clima em Dezembro, em Paris.

 

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