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Galp reconhece falhas no acidente da refinaria de Leça

O incêndio e as explosões ocorridos durante a substituição de «pipelines» no terminal petrolífero de Matosinhos ficaram a dever-se a «insuficientes» procedimentos de segurança, conclui um relatório da Galp Energia a cujas conclusões a agência Lusa teve on

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Agosto de 2004 às 09:34
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O incêndio e as explosões ocorridos durante a substituição de «pipelines» no terminal petrolífero de Matosinhos ficaram a dever-se a «insuficientes» procedimentos de segurança, conclui um relatório da Galp Energia a cujas conclusões a agência Lusa teve ontem acesso.

«Os procedimentos estabelecidos nesta operação revelaram-se insuficientes» frisa um comunicado interno com as principais conclusões da comissão de inquérito nomeada pela própria Galp Energia para averiguar o incidente, que não causou feridos.

Segundo a petrolífera nacional, o acidente ocorreu precisamente numa linha de nafta de 1,70 metros de diâmetro, que estava a ser objecto de trabalhos de metalomecânica.


A linha de nafta foi limpa com injecção de água, durante 18 horas consecutivas e foi drenada, seguindo-se ainda uma injecção de vapor no interior do tubo durante mais oito horas, detalha-se agora. No final deste procedimento, foram efectuadas «medições de explosividade, cujos resultados permitiram a execução das operações previstas», acrescenta.

Apesar de terem sido «inteiramente respeitados» estes procedimentos técnicos geralmente adoptados pela indústria petrolífera internacional, «permaneceram na linha vestígios de produto e água, que escorreram quando se procedeu ao desaperto de uma flange», assinala o comunicado.

Ainda segundo o comunicado, a fonte de ignição do sinistro «terá sido proveniente de trabalhos que estavam a decorrer num estaleiro nas imediações da linha que tinha sido desactivada», facto que também o nosso jornal sublinhou na altura.

Frisando que o incêndio «foi inteiramente limitado à zona do terminal de Leixões», o comunicado precisa que a refinaria «nunca esteve em perigo, não só porque se encontra a mais de 1.800 metros, mas também porque a linha em causa estava fisicamente desligada da unidade industrial».

Ainda assim, a empresa concluiu que os procedimentos de segurança se revelaram «insuficientes», pelo que decidiu «tomar providências imediatas de revisão dos procedimentos adoptados, por forma a garantir a não repetição deste tipo de ocorrência».

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