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Gaspar: "O regresso de Portugal aos mercados foi um sucesso" (act.)

Ministros das Finanças congratulou-se hoje com a adesão dos investidores à operação de troca de dívida. Diz que marca o regresso do país aos mercados, mais cedo e em melhores condições do que o antecipado. Veja o vídeo.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Outubro de 2012 às 15:19
O ministros das Finanças congratulou-se hoje com a adesão dos investidores à operação de troca de dívida que permitou a Portugal adiar o pagamento por dois anos de quase 40% de um crédito de 9,6 mil milhões de euros que vencia em Setembro de 2013.

Falando na apresentação das medidas de austeridade que integrarão a proposta de Orçamento do Estado do próximo ano, Vítor Gaspar disse que esta operação assinala o regresso do país aos mercados, mais cedo e em melhores condições do o antecipado, colocando Portugal mais próximo do "caso de sucesso de ajustamento" que é a Irlanda.

"Esta data tem um grande simbolismo", disse, afirmando que Portugal conseguiu hoje, num contexto de ajuda externa, refinanciar por mais dois anos e a uma taxa cupão de 5,12% ( "equivalente a emitir dívida no mercado a um prazo de 3 anos") uma linha de financiamento que havia sido contratada em 1999 a uma taxa de 5,41%.

Esta operação “marca de forma inequívoca o regresso da República Portuguesa ao mercado. Resolvemos a incerteza sobre o financiamento durante o ano de 2013".
"Temos agora melhores perspectivas de acesso ao mercado", disse o ministro, segundo o qual o Governo está a "desenvolver instrumentos adicionais de financiamento" e a "considerar a emissão de dívida de médio prazo junto de investidores nacionais e internacionais".

Para já, disse, "ganhámos tempo precioso para ajustar o nosso programa", porque só em Junho de 2014 haverá um reembolso "significativo".

"Um sucesso a todos os títulos", resumiu o ministro, segundo o qual Portugal conseguiu com esta operação "encurtar a distância face a outro caso relevante de sucesso de ajustamento na união monetária": a Irlanda.

Mas, advertiu, "não podemos desperdiçar estes activos preciosos". Estes progressos ajudam a que "possamos acreditar em nós próprios e em Portugal".

(notícia actualizada às 18h00)





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