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Gaspar: Governo "não é panglossiano" na sua atitude perante a crise

O Governo "tem a noção de que a crise na área do euro justifica grande urgência" e não tem uma visão "panglossiana" da situação, disse ontem o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Lusa 08 de Dezembro de 2011 às 09:27
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"A nossa posição no quadro europeu é muito activa na defesa dos interesses nacionais e na defesa dos interesses da área do euro como um todo", disse Gaspar, numa audiência perante as comissões parlamentares dos Assuntos Europeus, do Orçamento e da Economia dedicada ao Conselho Europeu que começa na quinta-feira.

Em resposta a uma pergunta da deputada Ana Drago (Bloco de Esquerda), que sugeriu que o Governo "acha que tal como está fica tudo bem" na resposta europeia à crise, o ministro aludiu ao dr. Pangloss - personagem do "Candide" de Voltaire, que acreditava que, independentemente do que aconteça, vivemos no melhor de todos os mundos possíveis - negando que essa fosse a visão do Governo.

Na mesma audiência, o deputado socialista João Galamba acusou o Governo de seguir uma política fundada numa "teoria moral puritana, em que a poupança e a temperança são virtudes e o consumo e o desregramento são pecados capitais".

Políticas baseadas neste juízo "não funcionam", disse Galamba, sugerindo a "co-responsabilização" de outros países da União para lá dos que têm problemas graves de dívida: "O mundo não pode ser só Alemanhas".

O deputado do PSD Jorge Paulo Oliveira respondeu indirectamente a Galamba, perguntando a Gaspar se achava justo que "os bons alunos, os que estudaram, paguem pela boa vida dos outros".

O ministro afirmou que uma situação "em que países com excedentes seriam conduzidos a pagar a dívida acumulada de países deficitários era evidentemente insustentável e incompatível com a soberania orçamental dos Estados".

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