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Geithner considera dólar forte "muito importante" para os EUA

Um dólar forte é do interesse dos Estados Unidos, afirmou ontem o Secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. Segundo o mesmo responsável, o governo reconhece a importância desta divisa no sistema financeiro global.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 08:56
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Um dólar forte é do interesse dos Estados Unidos, afirmou ontem o Secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. Segundo o mesmo responsável, o governo reconhece a importância desta divisa no sistema financeiro global.

“Acredito profundamente que é muito importante para os Estados Unidos, para a saúde económica dos Estados Unidos, que mantenhamos um dólar forte”, afirmou hoje em Tóquio o responsável norte-americano, citado pela agência Bloomberg.

A desvalorização da moeda norte-americana face à grande maioria das divisas, tal como o iene e o euro, impulsionou a especulação entre os investidores de que estaria a perder o seu estatuto como a moeda dominante no mundo.

“Devido ao importante papel que o dólar joga no sistema financeiro internacional, carregamos uma responsabilidade especial para tentar garantir que estamos a implementar políticas nos Estados Unidos que irão sustentar a confiança” dos investidores em todo o mundo, adiantou o Secretário do Tesouro da maior economia do mundo.

A moeda verde desceu para um mínimo de 15 meses face às principais divisas, depois de ter sido anunciado que a produção industrial na China avançou bem como as vendas a retalho.

O mesmo responsável adiantou que os esforços dos Estados Unidos para impulsionar as exportações não estão em conflito com a política de um “forte dólar”. “Não penso que haja qualquer contradição entre as políticas”, frisou.

Geithner também acrescentou que os Estados Unidos irão travar o seu défice fiscal assim que a recuperação na economia do país se consolide.

Para Geithner, ainda é demasiado cedo para os responsáveis de todo o mundo para terminar os esforços para estimular as suas economias. Ainda assim, os sinais emergentes de crescimento vão permitir algumas mudanças.

O euro seguia a somar 0,25% para os 1,5031 dólares. Desde o início do ano, a moeda única valoriza 7,6% face à divisa norte-americana.

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