Américas Genro de Trump perde acesso a informação classificada

Genro de Trump perde acesso a informação classificada

China, México, Emirados Árabes Unidos e Israel terão trocado impressões sobre a melhor forma de utilizar oportunidades de negócios para ganhar influência sobre Jared Kushner, marido de Ivanka e conselheiro de Trump, de acordo com a imprensa internacional.
Genro de Trump perde acesso a informação classificada
Reuters
Catarina Almeida Pereira 28 de fevereiro de 2018 às 09:49

O genro de Donald Trump e seu conselheiro próximo, Jared Kushner, perdeu acesso aos relatórios diários com informação confidencial dos Estados Unidos. A notícia foi tornada pública numa semana em que se afirmaram as dúvidas sobre as suas ligações diplomáticas e empresariais.

 

Ao longo do último ano o genro de Donald Trump teve uma autorização temporária para aceder a estes documentos, que incluem o relatório diário do Presidente, um documento distribuído a um pequeno número de funcionários que inclui documentos classificados, informação sobre as operações secretas da CIA e relatórios de fontes sensíveis dos Estados Unidos.

 

A decisão de reduzir o nível de acesso de Jared Kushner, tomada nas últimas semanas, enquadra-se na decisão de impor mais disciplina no acesso a informação secreta. Isto depois de se tornado público que outro conselheiro de Trump, Rob Porter, teve, tal como dezenas de outras pessoas, acesso a documentos secretos sem ter completado o processo de autorização definitiva. Porter demitiu-se na sequência de acusações de violência doméstica.

 

De acordo com a Reuters, Kushner, marido de Ivanka Trump, um empresário de Nova Iorque, ainda não terá recebido luz verde definitiva devido às suas extensas ligações financeiras, que levam tempo a examinar.

 

As agências de segurança dos Estados Unidos estão precupadas com a possibilidade de governos estrangeiros virem a ganhar influência na casa branca através de negócios com o genro do presidente, segundo explica o New York Times.

 

O Washington Post noticiou esta quinta-feira que foram interceptadas conversas entre funcionários de pelo menos quatro governos – China, México, Emirados Árabes Unidos e Israel – sobre a forma de utilizar oportunidades de negócios para ganhar influência sobre Kushner.

John Kelly, chefe de gabinete de Trump, renovou o apoio a Kushner, ao afirmar que a decisão "não afectará a capacidade de Kushner continuar a fazer o trabalho muito importante que lhe foi atribuído pelo presidente".