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George Osborne: G7 promete "acarinhar" recuperação económica mundial

O grupo das sete economias mais industrializadas do mundo está empenhado em "acarinhar" a recuperação económica mundial, disse o ministro das Finanças britânico, George Osborne, numa conferência de imprensa no final de uma reunião do grupo.

Bloomberg
Lusa 11 de Maio de 2013 às 16:18
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"No geral, as nossas discussões nos últimos dois dias reafirmaram que ainda há muitos desafios relativamente à recuperação económica global e sustentada, e não a podemos dar por garantida", disse o responsável, acrescentando que o grupo está "empenhado em cumprir o [seu] papel em acarinhar essa recuperação e em garantir uma recuperação duradoura para que todos possamos ter prosperidade nos nossos países".

 

Os ministros das Finanças do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália e Japão, juntamente com os governadores dos bancos centrais e a directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, recomeçam uma reunião de dois dias num luxuoso hotel do condado de Buckinghamshire, a norte de Londres, que começou na sexta-feira.

 

Da reunião, que deve debater os desafios económicos que se põem a médio prazo e a melhor forma de conseguir uma recuperação económica apesar da crise da zona euro, não deverá sair qualquer decisão formal, aguardando-se, no entanto, um conjunto de declarações políticas que podem indiciar uma decisão comum a anunciar em Junho, quando a Rússia se juntar a estes países na reunião já agendada para 17 e 18 de Junho, na Irlanda do Norte.

 

Os encontros dos responsáveis financeiros destes países devem também colocar em evidência a divergência na abordagem da crise financeira e na sua resolução que existe entre os Estados Unidos da América e a Europa.

 

O secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, o equivalente ao ministro das Finanças na Europa, considerou que o seu país é um modelo por se focar no crescimento económico primeiro e só depois na consolidação orçamental.

 

Nas reacções citadas pela agência financeira Bloomberg, a França apoiou a ideia, mas quer o presidente do banco central alemão, quer o ministro das Finanças do Canadá, foram críticas, considerando a declaração "ambígua".

 

"Os americanos precisam de clarificar a sua posição nesta matéria", disse o canadiano Jim Flaherty, considerando que "parece que querem encorajar mais o crescimento económico que a disciplina orçamental".

 

Esta troca de argumentos é a última de um conjunto de debates públicos sobre se a austeridade europeia está a agravar a recessão ou se, pelo contrário, está a criar as condições para um crescimento económico sustentável, sendo que a tese que privilegia a necessidade de relançar já a economia tem ganho, nas últimas semanas, mais adeptos, fruto do aprofundar da recessão no ‘velho Continente’.

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