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George Papandreou: "Não estamos só a evitar a bancarrota. Estamos a transformar a Grécia"

Primeiro-ministro grego disse hoje que é preciso fazer muito mais para a consolidação das contas públicas. Se as medidas exigidas pela Zona Euro forem alcançadas, o país poderá conseguir um prolongamento das maturidades das obrigações, referiu o líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

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O primeiro-ministro grego, George Papandreou, afirmou hoje que aquilo que foi feito até agora para equilibrar as finanças da Grécia não foi suficiente. Salientou, por isso, estar à procura do maior entendimento possível entre os vários partidos políticos, de forma a alcançar um consenso em torno das novas medidas de austeridade, que considera fulcrais. “Nós não estamos só a evitar a bancarrota do país. Estamos a transformar a Grécia”, foi o argumento que utilizou hoje em Atenas.

Hoje de manhã, o líder do principal partido da oposição, Antonis Samaras, disse rejeitar medidas de austeridade que não promovam o crescimento. No entanto, o novo pacote de austeridade, que inclui uma lista de privatizações, foi já aprovado em conselho de ministros.

Mas Papandreou garante que é necessário o mais amplo acordo político possível para uma aplicação efectiva do plano quinquenal que irá “virar definitivamente a página” em que a Grécia se encontra actualmente, cita a Bloomberg.

“É óbvio que tudo o que foi feito não é suficiente”, disse o líder do Executivo helénico, que assegurou ser necessário “uma grande dose de trabalho” para atingir um Estado mais pequeno e mais eficaz.

“Os perigos que vêm com as medidas adicionais não são tão grandes como os perigos que advêm de um abandono dos nossos parceiros europeus”, avisou George Panadreou, referindo que este é o único caminho a percorrer. Ainda assim, voltou a reiterar que o país não poderá voltar aos mercados financeiros já no próximo ano, como inicialmente previsto no programa de ajuda a Grécia, pedido há um ano trás.

Juncker admite novamente prolongamento dos prazos das obrigações gregas

Nesse sentido, Jean-Claude Juncker, líder do Eurogrupo, disse hoje que poderão ser tomados novos passos para ajudar a Grécia, caso sejam alcançadas todas as exigências feitas pela Zona Euro, que incluem um maior programa de privatizações e medidas estruturais mais profundas.

Juncker afirmou que uma avaliação sobre as novas medidas para a Grécia poderá ser tornada pública na próxima semana mas, ainda assim, admitiu que podem ser permitidas extensões das maturidades das obrigações.

Contudo, mostrou-se, mais uma vez, “fortemente” contra uma reestruturação total da dívida helénica, preferindo o termo reperfilamento, que não envolve a diminuição do valor a reembolsar aos detentores de obrigações e sim os prazos do pagamento.

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