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Gestor que esteve com Cadilhe no BPN coordena estratégia para o turismo

João Vicente Ribeiro, antigo administrador da PME Investimentos e quadro superior do BPA e do BCP, vai coordenar equipa responsável pela criação de "mecanismos e instrumentos de apoio às empresas turísticas". Grupo de trabalho integra ainda empresários do sector e quadros do Turismo de Portugal, que não serão remunerados.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 09:59
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O grupo de trabalho que vai definir uma “estratégia integrada de apoio às empresas turísticas” está a ser coordenado por João Vicente Ribeiro, antigo membro da administração do BPN liderada por Miguel Cadilhe. O gestor, que durante anos ocupou cargos na alta-direcção do BPA e do BCP, passou ainda pela capital de risco PME Investimentos, tendo chegado a criar a sua própria sociedade de “venture capital”.

De acordo com o despacho da secretária de Estado do Turismo, hoje publicado em Diário da República mas que tem data de 12 de Dezembro, Vicente Ribeiro, assim como os restantes cinco elementos deste grupo de trabalho, não receberão qualquer remuneração pelo trabalho que têm de concluir no prazo de 60 dias.

A equipa integra ainda empresários do sector hoteleiro, como Luís Filipe Alves de Sousa, da Heritage, e quadros do Turismo de Portugal, como Carlos Sales Abade, António Soveral Padeira e Nuno Canal Madeira. Este último desempenha, actualmente, funções de adjunto no gabinete da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles. O sexto membro da equipa é Bernardo João Carvalho Sousa Fialho.

Cecília Meireles espera que “as alterações a empreender nos mecanismos e instrumentos de apoio [às empresas turísticas] consubstanciem numa nova visão estratégica para os financiamentos do turismo, dinamizadores da competitividade das empresas. É objectivo do Governo estabelecer um modelo de actuação baseado numa visão estratégica integrada, que assegure uma mais eficiente coordenação dos diversos meios de apoio e sistemas de incentivos, existentes ou a criar, com vista à sua melhor gestão e uma efectiva adequação às reais necessidades das empresas”, lê-se no despacho.

Para a secretária de Estado do Turismo, “a actual conjuntura económica e financeira do país, apesar da evolução positiva que demonstram os indicadores globais do sector do turismo, trouxe uma realidade substancialmente diferente daquela que esteve na base da criação dos actuais meios de apoio ao investimento e sistemas de incentivos vigentes, e que não respondem hoje às reais necessidades de uma constelação empresarial acentuadamente heterogénea, muitas de capital intensivo e afectadas pelas assimetrias regionais, bem como pela acentuada sazonalidade da procura”.
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