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Goldman Sachs duvida da viabilidade das medidas de austeridade do Brasil

O banco de investimento considera que será difícil garantir aprovação do Congresso para a maioria das propostas apresentadas pelo governo de Dilma Rousseff na segunda-feira, que implicam cortes na despesa e aumento de impostos.

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Can Rousseff and Levy Hang On to Power in Brazil?
Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 17:22
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O Goldman Sachs duvida da viabilidade das medidas propostas na segunda-feira pelo governo brasileiro para cortar a despesa e aumentar impostos de forma a equilibrar as contas públicas e a evitar um novo corte de ‘rating’.  

 

Segundo o banco de investimento, a maioria das propostas requer aprovação do Congresso, o que poderá ser difícil, na medida em que a popularidade da presidente Dilma Rousseff está em mínimos devido ao escândalo de corrupção e à mais longa recessão desde a década de 1930.

 

O real brasileiro está a perder 1,30% face ao dólar, para negociar próximo do valor mais baixo desde 2002, enquanto o índice Ibovespa regista um ganho ligeiro de 0,3%, depois de já ter desvalorizado 1,13% esta terça-feira.

 

"O mercado está a digerir as propostas e a chegar à conclusão que muitas medidas requerem aprovação do Congresso, e o governo não tem assim tanto apoio no Congresso", referiu Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, numa entrevista citada pela Bloomberg.

 

A visão do banco de investimento vai ao encontro da opinião de vários economistas e parlamentares já ouvidos pela imprensa brasileira, que consideram que as medidas apresentadas pelo governo de Dilma não correspondem a uma solução que possa garantir o regresso a uma rota de sustentabilidade das finanças públicas do país. Já o presidente do Congresso repetiu o aviso de que não ajudará à aprovação de um pacote de medidas que não inclua uma "dieta" nas despesas do próprio governo, que continua sem concretizar a promessa de reduzir o actual número de 39 ministros e Ministérios.

 

Na segunda-feira, o governo brasileiro anunciou cortes nas despesas de 26 mil milhões de reais (cerca de seis mil milhões de euros) durante a apresentação de um novo pacote de medidas para equilibrar as finanças públicas, e um novo imposto, que renderá cerca de 32 mil milhões. isto depois de, na passada quarta-feira, 9 de Setembro, a agência de notação financeira Standard & Poor’s ter reduzido a classificação soberana do Brasil para o primeiro nível da categoria especulativa.

 

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