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Goldman Sachs: Europa continua a ter "problemas fundamentais"

O director de operações do Goldman Sachs acredita que a Europa ainda não resolveu os “problemas fundamentais” que provocaram a crise orçamental e referiu que os responsáveis não têm um plano para induzir crescimento no Sul.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 13:15
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Gary Cohn, director de operações do Goldman Sachs (COO), disse em entrevista à Bloomberg não acreditar que a crise europeia esteja resolvida e que não vê um plano para levar o Sul da Europa a retomar o crescimento.

 

“Para mim, ainda ninguém resolveu o problema económico da Europa”, disse Gary Cohn (na foto). “Ninguém me explicou como se vai criar verdadeiro crescimento na Grécia, ou em Espanha, ou noutros países periféricos”, afirmou.

 

O responsável, que acumula o cargo executivo com um lugar no conselho de administração do grupo Goldman Sachs, lembrou que a compra de obrigações pelo Banco Central Europeu é eficaz em estabilizar o mercado financeiro. Contudo, não ataca o problema básico de crescimento da economia.

 

“Essa é uma boa solução de curto prazo”, afirmou o COO. “Não cria crescimento económico. Cria estabilidade no sistema financeiro mas, como disse, crescimento económico não”, defendeu.

 

Os problemas de crescimento são particularmente graves para os países do Sul da Europa, onde não há um plano para ferar crescimento defendeu. A moeda única impõe uma política monetária para toda a região, apesar das assimetrias da economia.

 

“Há países no Norte onde a [cotação da] moeda está demasiado baixa, há países no Sul onde a moeda está demasiado alta.”  “Os países no Sul têm necessidade de crescimento económico. Como vão eles criar esse crescimento se a moeda está demasiado forte. [É] muito, muito difícil”, reforçou.

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