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Governadora do banco central da Ucrânia apresenta demissão

Valeriya Gontareva já tinha comunicado a sua decisão ao presidente Poroshenko alegando desapontamento com a impunidade dos crimes económicos no país.

Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Abril de 2017 às 11:10
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Valeriya Gontareva, governadora do banco central da Ucrânia e figura chave nos esforços de reforma do país, apresentou esta segunda-feira, 10 de Abril, o seu pedido de demissão, argumentando que a sua missão terminou.

"A minha missão está terminada", afirmou Gontareva, citada pelo Financial Times. "O país mudou para uma taxa de câmbio flexível e implementou a nova política monetária de metas de inflação. Em segundo lugar, o sistema bancário foi limpo de bancos insolventes, e a sua resiliência futura reforçada ", acrescentou.

A ainda governadora, de 52 anos, confirmou aos jornalistas em Kiev que apresentou a sua carta de demissão ao presidente Petro Poroshenko que, segundo a lei, deve agora pedir ao parlamento que a aprove. Gontareva deu um prazo de um mês, mas espera autorização para deixar o cargo "em breve".

Vista como uma das mais bem-sucedidas impulsionadoras de reformas na Ucrânia, a governadora do banco central conseguiu travar o crescimento da inflação, após um pico de 60%, estabilizou a moeda e limpou o sector bancário do país encerrando mais de 80 instituições com problemas.

"É fundamental escolher um novo governador de grande qualidade profissional e independência que possa continuar no bom caminho onde que Gontareva colocou o banco central da Ucrânia", reagiu Jerome Vacher, director da divisão do FMI na Ucrânia, citado pela Bloomberg.

De acordo com a agência noticiosa, Gontarev já tinha comunicado a sua intenção a Poroshenko, em Fevereiro, alegando desapontamento com o facto de os presidentes dos bancos e pessoas que acusara de lavagem de dinheiro terem escapado da justiça.

O FMI tem atrasado repetidamente o desembolso das tranches do pacote de ajuda de 17,5 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) à Ucrânia, exigindo que o Governo reforme o fraco sistema judicial, combata a corrupção e a influência dominante dos oligarcas para acelerar o frágil crescimento económico do país. 
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