Fundos comunitários Governo admite que taxar transacções financeiras “é uma possibilidade interessante”

Governo admite que taxar transacções financeiras “é uma possibilidade interessante”

Este é dos três novos impostos europeus propostos pelo Executivo português que reúne mais consenso entre os parceiros sociais.
Governo admite que taxar transacções financeiras “é uma possibilidade interessante”
Conselho Europeu
Reuters
Salomé Pinto 20 de fevereiro de 2018 às 22:42

A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) vai levar a um encolhimento do orçamento comunitário. Na prática, significa que todos os Estados-membros podem receber menos fundos europeus.

Para compensar este "Brexit", a União Europeia está a ponderar várias soluções, como o aumento das contribuições dos países europeus, que neste momento é de 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB), ou a criação de impostos. O Governo português propõe três: taxação digital, taxação verde e taxação sobre transacções financeiras internacionais. Este último é aquele que mais depressa pode vingar, pelo menos tendo em conta a posição do Governo português.

A secretária de estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, admitiu, esta terça-feira à saída da reunião da Concertação Social, que "há muitos anos que aparece a questão das transacções financeiras" e que "é uma possibilidade interessante". No entanto, avisa que antes de se avançar com este imposto "é necessário fazer contas sobre as implicações que poderá ter".

Este novo imposto reúne um consenso alargado entre os vários parceiros sociais, mas não colhe a aprovação da Confederação Empresarial de Portugal (CIP):"A defesa do nosso interesse não pode ser à custa de um imposto sobre as actividades económicas, não posso defender coisa diferente lá fora do que defendo cá dentro. A receita não é por aumento de impostos mas por redução de despesa", defende António Saraiva, presidente CIP.

Preocupações que o Governo vai levar à próxima reunião informal entre chefes de Estado e de Governo da UE, que se realiza esta sexta-feira, dia 23 de Fevereiro. 




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 21.02.2018

Quem quizer ver os geringoncos contentes e` falarlhes em TAXAR!

comentários mais recentes
General Ciresp 21.02.2018

Ainda e preciso explicar a gerigonca o q significa quantidade e QUALIDADE,e q de quantidade devem andar enjoada,enquanto q de QUALIDADE passam FOME.

pertinaz 21.02.2018

TUDO O QUE SEJA SACAR AO CONTRIBUINTE É INTERESSANTE PARA ESTE DESGOVERNO...!!!

JCG 21.02.2018

Hoje nas transações financeiras, especialmente operações de bolsa, já há taxas e impostos: o cliente paga uma comissão ao operador em cada operação a que acrescem taxas e impostos. Mesmo que o cidadão não tenha qualquer acréscimo patrimonial (aumento da sua riqueza). Até pode ter perda elevada.

Anónimo 21.02.2018

Esta uma ideia com boa intenção mas que vai entalar o zé povinho quando paga as contas, quando transfere ajuda aos familiar, quando compra online, quando gasta no seu dia a dia, etc ... dizem que é para os grandes ... mas esses têm sempre forma de não pagar e no final são os pequenos que se enterram

ver mais comentários
pub