Economia Governo aponta Lobo Xavier e Alberto da Ponte para grupo de trabalho sobre gastronomia

Governo aponta Lobo Xavier e Alberto da Ponte para grupo de trabalho sobre gastronomia

Os onze elementos têm meio ano para apresentar medidas concretas, com avaliação dos respectivos custos, para a divulgação da gastronomia portuguesa através das actividades oficiais do Estado, apresentadas como “importantíssimas montras de Portugal no estrangeiro”. Membros do grupo não serão remunerados.
Governo aponta Lobo Xavier e Alberto da Ponte para grupo de trabalho sobre gastronomia
Bruno Simão/Negócios
António Larguesa 29 de abril de 2014 às 11:21

António Lobo Xavier, que liderou a comissão que estudou e propôs as principais medidas para a mais recente reforma do IRC, voltou a ser apontado pelo Governo para integrar um novo grupo de trabalho, desta feita para... a “divulgação da gastronomia portuguesa através das actividades oficiais do Estado e demais pessoas colectivas públicas”.

 

O advogado e ex-deputado do CDS é um dos onze elementos da lista que integra também o presidente da RTP, Alberto da Ponte, e que será coordenada pelo gastrónomo José Bento dos Santos, autor de vários programas televisivos, proprietário do projecto vitivinícola Quinta do Monte d’Oiro, em Alenquer, e que nos anos 1980 fundou a “broker” de metais Quimimbro, ao lado de Eduardo Catroga.

 

A constituição deste grupo de trabalho consta de um despacho assinado pelo ministro Poiares Maduro, que tutela a RTP, e pelos secretários de Estado da Cultura, Negócios Estrangeiros, Turismo e Alimentação e Investigação Agro-alimentar. Contando com o apoio logístico e administrativo do gabinete do ministro Adjunto mas não conferindo aos representantes “o direito à percepção (sic) de remuneração, compensação ou contrapartidas de qualquer espécie” – o trabalho deve estar concluído em seis meses através de uma proposta com “medidas concretas, bem como a discriminação de quantas, de entre elas, possam gerar um previsível aumento da despesa”.

 

"Referencial cultural e protocolar, enquanto eventos ao serviço da soberania"

 

Apresentada como um “activo cultural e económico” do País, a gastronomia ganhou uma “visibilidade acrescida a nível internacional” após a recente inscrição da dieta mediterrânica na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, defendendo o Executivo que isso justifica a sua “divulgação e promoção de forma articulada, com vista a tirar o melhor partido possível deste reconhecimento mundial”.

 

“Entende o Governo, por isso, ser prioritária a concepção e a operacionalização de uma estratégia consistente de promoção e divulgação da gastronomia portuguesa através das actividades oficiais do Estado e demais pessoas colectivas públicas, as quais, por via de regra, surgem como importantíssimas montras de Portugal no estrangeiro, ou junto de estrangeiros recebidos no território nacional, para além de constituírem um importantíssimo referencial cultural e protocolar, enquanto eventos ao serviço da soberania”, lê-se no despacho conjunto publicado esta terça-feira em Diário da República.




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