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Governo britânico acusa UE de não querer negociar novo acordo

O número dois do primeiro-ministro do Reino Unido acusa Bruxelas de não aceitar negociar um novo acordo de saída. A acusação surge depois de Boris Johnson ter feito um ultimato aos líderes europeus exigindo que abdiquem do backstop.

reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 06 de Agosto de 2019 às 18:35
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Londres continua a fazer o jogo de sombras no que diz respeito ao processo do Brexit. Michael Gove, número dois do governo britânico e responsável pela preparação contingente de um plano para uma saída desordenada da União Europeia, lamentou esta terça-feira, 6 de agosto, que Bruxelas "pareça recusar negociar" um novo acordo de saída.

Gove mostrou-se "profundamente triste" com o facto de Bruxelas não considerar a intenção de Londres, assente num "espírito de amizade", retomar conversações com vista a uma nova solução para o Brexit.

No entanto, o lamento do ex-ministro britânico da Agricultura e adepto de uma saída dura da União surge depois de o próprio primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ter apresentado um ultimato a Bruxelas, recusando regressar à mesa de negociações enquanto os líderes europeus não deixarem cair a exigência do chamado mecanismo de salvaguarda (backstop) para evitar a reposição de controlos rígidos na fronteira irlandesa.

Esta segunda-feira, o The Guardian noticiou mesmo que David Frost, responsável pela condução da negociação do Brexit junto de Bruxelas, comunicou aos responsáveis comunitários que Londres trabalha tendo como base um "cenário central" de Brexit sem acordo.

À mensagem transmitida por Frost junta-se a garantia dada por Boris Johnson logo no primeiro discurso feito no parlamento enquanto primeiro-ministro: O Reino Unido vai sair da UE na data marcada (31 de outubro), com ou sem acordo.

Entretanto, na segunda-feira foi a vez de Jeremy Corbyn, líder da oposição, prometer apresentar uma moção de censura ao governo britânico a fim de o derrubar e de travar as pretensões de Boris Johnson que, no entender do líder secretário-geral trabalhista, privilegia claramente uma saída sem acordo e uma rutura relativamente ao bloco europeu.

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