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Governo corta 218 milhões de euros nas Forças Armadas a partir de 2014

O ministro da Defesa Nacional afirmou hoje que a reestruturação das Forças Armadas pretende reduzir os custos em 218 milhões de euros a partir de 2014, podendo ainda ser cortados mais 40 milhões este ano "se necessário".

Aguiar-Branco vai para o Governo com sentimento de 'patriotismo e serviço público'
Negócios 14 de Fevereiro de 2013 às 23:30
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"A partir de 2014, o objectivo é esse [cortar 218 milhões de euros], sendo que, se houver necessidade de haver ainda alguma expressão [dos cortes] em 2013, ela não é superior a 40 milhões de euros. Se houver necessidade, estamos preparados para podermos ter cortes dessa dimensão", disse hoje José Pedro Aguiar-Branco, em declarações à TVI.

 

O governante explicitou ainda que o executivo tem de "indicar propostas a desenvolver no âmbito estrutural para o valor de 4.000 milhões de euros [relativos aos cortes na despesa pública] de uma forma global", o que "no âmbito da defesa" deverá apontar para "montantes de 218 milhões de euros".

 

Interrogado sobre o corte de 8.000 efectivos nas Forças Armadas, passando dos atuais 38.000 para os 30.000, Aguiar-Branco disse que "esta situação é fruto de um trabalho que [está a ser desenvolvido] com as chefias e é baseado em estudos feitos por entidades tão credíveis como o IDF [Instituto de Defesa Nacional] e também com o histórico dos últimos 20 anos das Forças Armadas".

 

Aguiar-Branco garantiu que a reforma vai ser feita "de forma serena e de forma a exequível do ponto de vista operacional".

 

A 05 de Fevereiro, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) disse, à Lusa e à Antena 1, que gostava de não ter de fazer mais cortes na instituição militar, advertindo que "há uma linha a partir da qual as Forças Armadas deixam de funcionar".

 

Na altura, o general Luís Araújo destacou que o orçamento de funcionamento das Forças Armadas baixou 23% desde 2009 e que "não há dinheiro a mais" na instituição militar.

Questionado hoje sobre estas preocupações, o ministro da Defesa Nacional defendeu que é preciso que as Forças Armadas portuguesas tenham "uma capacidade conjunta mais forte".

 

Por isso, defendeu, é necessária "uma maior racionalização de meios e uma maior capacidade de partilha", o que vai ser feito através de "entradas e saídas [de pessoal] entre 2014 e 2020".

 

José Pedro Aguiar-Branco referiu também que "o conceito estratégico" desta reestruturação dos militares deverá ficar "previsivelmente concluído" em Março.

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