União Europeia Governo de Angela Merkel impõe quota feminina às administrações das empresas

Governo de Angela Merkel impõe quota feminina às administrações das empresas

O Executivo de coligação alemão aprovou estabelecer um mínimo de 30% de mulheres na composição dos conselhos de administração das companhias germânicas. Actualmente, apenas 6% dos executivos são do sexo feminino.
Governo de Angela Merkel impõe quota feminina às administrações das empresas
Reuters
Negócios 26 de novembro de 2014 às 13:35

A coligação liderada pela chanceler alemã, Angela Merkel, acordou esta terça-feira a aprovação de uma lei que força as companhias germânicas a integrar mais mulheres nos seus conselhos de administração.

 

O acordo alcançado entre a CDU e o SPD impõe uma quota, que determina que no mínimo 30% dos elementos dos conselhos de administração deverão de ser de sexo feminino, segundo informa a agência Bloomberg.

 

Na maior economia do euro são vários os cargos públicos de  topo que são actualmente ocupados por mulheres, como a chefe do Governo e a ministra da Defesa. Contudo, apenas 6% dos administradores executivos das companhias que integram o índice alemão DAX estão ocupados por mulheres, segundo dados do governo liderado por Angela Merkel. Nos conselhos de administração, onde muitos dos administrações não têm funções executivas, o peso das mulheres sobe para 22%. 

 

"Não podemos colocar de lado a competência das mulheres", justificou Angela Merkel no parlamento alemão, acrescentando que "decidimos fazer isto e é isto que vai acontecer".

 

A nova lei, que começará a ser aplicada a mais de 100 companhias cotadas, constitui um dos pontos incluídos no pacto de coligação dos dois partidos que governam a Alemanha. Também as empresas de menor dimensão terão que estabelecer quotas para as mulheres e publicitar como os objectivos serão atingidos.

 

"Esta lei é um passo importante para a igualdade, porque incorporará uma mudança na cultura do mundo laboral" sublinhou a ministra da Família alemã, Manuela Schwesig, membro do SPD e uma das grandes impulsionadoras da nova lei. O ministro da Justiça, Heiko Maas, salientou que não vê nenhum problema em que as mulheres acedam a mais cargos executivos de topo.

 

Por outro lado, algumas empresas alemãs criticaram a medida. Para uma parte do sector empresarial do país, a função do Governo não é escolher quem pode ocupar os postos de trabalho de topo nas companhias.

 

A introdução da quota feminina é uma nova conquista do SPD, após conseguir que fossem em frente os dois principais projectos do partido, entre eles a introdução do salário mínimo.




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