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Governo e BEI lançam linha de crédito a municípios. Pedro Marques diz que Centeno vai ter inveja

O Estado português e o Banco Europeu de Investimento lançaram uma linha de crédito no valor de 250 milhões de euros destinada a financiar investimentos das autarquias. Ministro Pedro Marques diz que Mário Centeno vai ter inveja das taxas de juro cobradas aos municípios.

Lusa
Negócios com Lusa 18 de Junho de 2018 às 18:46
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Em parceria com o Banco Europeu de Investimento (BEI), o Governo português lançou esta segunda-feira, 18 de Junho, uma linha de crédito num montante máximo de 250 milhões de euros que tem como objectivo financiar investimentos das autarquias lusas. E as taxas de juro associadas a esta linha de crédito são de tal forma consideradas competitivas por Pedro Marques que o ministro do Planeamento e das Infra-estruturas diz que o seu colega Mário Centeno vai ficar com inveja. 

Em comunicado, o Executivo socialista explica que a linha de crédito servirá para "financiar a contrapartida nacional de investimentos prioritários aprovados ao abrigo do Portugal 2020", possibilitando que os municípios e instituições locais possam "beneficiar de empréstimos em condições vantajosas com prazo até 20 anos para projectos que promovam o emprego e o crescimento". Estes 250 milhões de euros representam a primeira parcela de uma verba total de 750 milhões de euros que o BEI destinou a investimentos inscritos nos Programas Operacionais do Portugal 2020.

Na sessão desta manhã foi referido que vai ser dada prioridade a pequenos e médios projectos de valor inferior a 50 milhões de euros, sendo que o valor mínimo previsto para cada empréstimo é de 10 mil euros. A apresentação desta linha foi realizada hoje em Lisboa numa cerimónia que contou com Pedro Marques, com o ministro das Finanças MárioCenteno e ainda com a vice-presidente doBEI,Emma Navarro.

Foi ainda dada a garantia de que os municípios terão acesso a taxas de juro vantajosas com maturidades até 20 anos. O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, especificou que as autarquias vão poder optar por "um regime de taxa fixa de 1,564%" ou de taxa de juro variável de Euribor a seis meses +0,277%. E Pedro Marques lembrou que as câmaras até poderão garantir financiamentos com uma taxa de juro de 0% a 15 ou 20 anos beneficiando das "actuais boas condições de mercado da Euribor". Mas mesmo a taxa de juro fixa desta linha "é muito mais baixa do que as taxas comparáveis da República", concretizou o ministro do Planeamento.

"Diria que os nossos municípios ficam com melhores condições de financiamento do que a República tem neste momento quando se financia a 15 ou 20 anos nos mercados internacionais. O ministro das Finanças até é capaz de ficar com um bocadinho de inveja das taxas de juro", disse Pedro Marques.
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