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Governo não acredita que PSD e CDS dêem a mão ao PCP nas pensões

Pedro Nuno Santos lembra que PSD diz que Segurança Social está em pré-falência e que partido prometeu corte nas pensões de 600 milhões a Bruxelas.

Marta Moitinho Oliveira martaoliveira@negocios.pt 07 de Novembro de 2016 às 12:59
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"Descabido" e sem "qualquer sentido". É assim que o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares vê a possibilidade de PSD e CDS aprovarem uma proposta do PCP para garantir o aumento extraordinário de 10 euros para todas as pensões. Em entrevista à TSF/DN, Pedro Nuno Santos defende que o PSD não teria argumentos para apoiar uma subida nas pensões. 

Para o governante seria "verdadeiramente grave" que o PSD andasse "sistematicamente a dizer que a Segurança Social está em pré-falência e depois viabilizar uma proposta que implica aumento da despesa com as pensões quando ainda, por exemplo, a Bruxelas apresentaram um programa de estabilidade que previa uma poupança de 600 milhões de euros com pensões".

O PCP já sinalizou que apesar de estar satisfeito com a proposta de aumento de pensões incluída no Orçamento do Estado para 2017 vai insistir, durante o debate na especialidade, com uma proposta que permita compensar todos os pensionistas. PSD e CDS têm criticado o Governo por deixar de fora os pensionistas que viram as pensões actualizadas durante a sua governação.

Este ano, o PSD mudou de estratégia na votação do Orçamento, deixando de se abster em todas as propostas de alteração que venham a ser apresentadas, o que abre a porta, pelo menos no plano teórico, a que possa aprovar propostas de outros partidos. PSD, CDS e PCP somam 122 deputados, o suficiente para fazer aprovar uma alteração ao Orçamento.
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