África Governo português pede “genuína reconciliação” após eleições em Moçambique

Governo português pede “genuína reconciliação” após eleições em Moçambique

Depois de um “ato eleitoral de grande importância para o futuro" do país, que confirmou a reeleição de Filipe Nyusi e o reforço do poder da Frelimo no Parlamento, Portugal insiste que “a preservação da paz é essencial”.
Governo português pede “genuína reconciliação” após eleições em Moçambique
António Larguesa 28 de outubro de 2019 às 13:19

O Governo português felicitou esta segunda-feira, 28 de outubro, todos os candidatos e partidos políticos que participaram nas eleições presidenciais, legislativas e provinciais em Moçambique pela sua "participação cívica num ato eleitoral de grande importância para o futuro do país".

 

"A preservação da paz é essencial para a prosperidade do povo moçambicano e o desenvolvimento sustentável do país. Portugal espera assim que todos os relevantes atores se empenhem no sentido de assegurar uma genuína reconciliação nacional, incluindo no quadro do Acordo de Paz e Reconciliação assinado a 6 de agosto último", lê-se numa nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

A tutela da diplomacia política, que na nova legislatura continuará a cargo de Augusto Santos Silva, aludiu à reeleição de Filipe Nyusi para a Presidência da República, à vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) nas legislativas e provinciais e à escolha dos novos Governadores Provinciais, que pela primeira vez foram eleitos, em vez de nomeados pelo poder central.

 

Os resultados oficiais da votação realizada a 15 de outubro foram divulgados este domingo pela Comissão Nacional de Eleições, confirmando que o candidato da Frelimo, partido que está no poder desde a independência do país, recolheu 73% dos votos na primeira volta das Presidenciais. O sucessor de Armando Guebuza vai cumprir um segundo mandato após derrotar Ossufo Momade (21,88%), da Renamo, e outros dois candidatos.

 

Já no Parlamento, segundo a agência Lusa, a Frelimo reforçou a maioria e vai passar a ter mais de dois terços dos lugares, cabendo-lhe 184 dos 250 deputados. Ou seja, mais 40 do que os eleitos há cinco anos. O maior partido da oposição perde 29 e fica com 60, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) também encolhe 11 assentos, assegurando apenas seis na próxima legislatura.

 

Nas assembleias provinciais, a Frelimo também conseguiu vencer cada uma das votações com maioria absoluta, de acordo com o anúncio feito numa cerimónia pública pelo presidente da CNE, Abdul Carimo, em Maputo.

No final de setembro, a consultora Fitch Solutions antecipou que Moçambique terá um crescimento económico de 6,2% nos próximos dez anos, acima da média de 5,9% registada entre 2009 e 2018, devido ao "fluxo de investimentos no setor das matérias-primas" que "vão permitir que o país recupere do colapso no preço das matérias-primas e da suspensão do apoio orçamental por parte dos doadores".




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