Conjuntura Governo prevê terminar legislatura quase sem défice

Governo prevê terminar legislatura quase sem défice

No Programa de Estabilidade, o Governo aponta para um crescimento de 1,8% este ano, um défice de 1,5%, e a dívida pública a recuar para 127,9% do PIB. Contas públicas quase equilibradas em 2019 e excedente em 2020.
Governo prevê terminar legislatura quase sem défice
Bruno Simão/Negócios

O Governo promete continuar o caminho de consolidação orçamental que tem traçado, sustentado na retoma económica, mas também numa redução do défice estrutural como exigido pelas regras europeias. Dessa forma, em 2019, o ano em que termina a actual legislatura, espera registar um défice orçamental próximo de zero chegar mesmo a um excedente em 2020 (0,4% do PIB). A dívida pública em 2019 ficará pelos 121% do PIB.

 

No Programa de Estabilidade, aponta para um défice orçamental de 1,5% este ano e 1% no próximo, o que nas suas contas permitirá uma redução do défice estrutural de 0,3 pontos em 2017 (aquém das recomendações europeias, mas dentro do intervalo que pode evitar avaliações mais negativas da Comissão Europeia), e de 0,6 pontos em 2018. 

 

O governo garante que mesmo assim cumprirá todas as regras europeias, pelo que o Programa de Estabilidade "não terá qualquer problema a ser aprovado em Bruxelas", afirmou o ministro das Finanças esta quinta-feira, 13 de Abril, no final da reunião de Conselho de Ministros que aprovou o programa.

 

A dívida pública beneficiará dos melhores resultados no défice e do crescimento da economia para cair ao longo dos anos, de 130,4% do PIB no ano passado, para 127,9% do PIB este ano, recuando para 109,4% em 2021, avançou o ministro das Finanças.

 

A redução da dívida, "é o resultados dos saldos primários  e de uma dinâmica de crescimento económico nominal que supera o que o pais paga em juros em percentagem do PIB" explicou o ministro das Finanças em conferência de imprensa.

 

A economia acelera para 1,8% este ano e avançará para um pouco mais de 2% ao ano na viragem da década. A economia continuará a gerar emprego, com a percentagem da população activa sem trabalho a cair para os 9,9% em 2017, e recuando para 7,4% em 2021.




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